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Entre Cila e Caríbdis Por: Roberto Ponciano

Entre Cila e Caríbdis Por: Roberto Ponciano

10/11/2022 10h10 Atualizada há 4 anos atrás
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Entre Cila e Caríbdis Por: Roberto Ponciano

Na distopia tresloucada em que vivemos, nos últimos 7 anos, mergulhamosnum estágio de desespero continuado,que levou alguns a enxergarem tratativas de golpe até quando vão tomar uma média e comer um pão quente na padaria da esquina.Subestimar o inimigo político é um perigo, superestimá-lo leva a inventar moinhosde ventos a serem combatidos e a atitudes de infantilidade política.

Podem me acusar de váriascoisas, menos a de subestimar o fascismo. Não venho falando de crescimento dofascismo a partir de 2018, tenho alertado para o perigo desde a lava-jato. Fuivítima de um inquérito policial da famigeradalava-jato por chamar o ex juiz, ex-crogue e ex-crotoSérgio Moro de fascista. Quandoparte da nossa esquerda moralista namorava Moro e Bretas e ia a orgias amorosascom eles, à luz dodia, propugnando pela salvação nacional, eu estava do outro lado da cerca,xingando os fascistas e dizendo que a lava-jato era o partido judicial, omacarthismo, a inquisição brasileira, e que não podíamos ter ilusões acerca do aparelho repressor deEstado. Escrevi um porrilhão de textos avisando que não existe Estado neutro,que o nosso republicanismo pueril armava nossos inimigos, que estávamos dando a eles o arsenalpara nos destruir. Fui contra a lei da ficha limpa, que obviamente foi usadasomente contra nós, foicontra a delação premiada, fui contra a transformação do Ministério Público num poder àparte na República.

Como Cassandra, amaldiçoada por Apolo, é bom lembrar, passei como sendo o idiota da Vila,ao alertar sobre estarmos aparelhado o Estado contra nós mesmos e não fazendo uma análise da funcionalidade dos aparelhos repressivos deEstado e dos aparelhos ideológicos.Não só o PSOL, mas setores do PT(ou esqueceremos toda a incompetênciae cegueira política do MinistroEduardo Cardoso) acreditavam realmente nesta bobageira de republicanismo erepetiam, como enfeitiçados pelo canto das sereias, doa a quem doer.Nós construímos os instrumentos de tortura com os quais fomostorturados e colocamos em seus lugares, ou não removemos, nossos próprios algozes.

Não foi sóa conjuntura, porque a políticanão é o destino inexorável grego, mas uma certacrendice nas instituições que nos empurraram para a vitória da lava jato e a prisão de Lula. No auge dasações do MPF transformado em partido político,o PT, no poder, não mexeu uma únicapeça no tabuleiro de xadrez, sequer exonerou delegados que fizeram tiro ao alvocom a cara de Dilma, não se mexeu para punir procuradores que agiram contra alei.

Não, não sou eu quem não se preocupou com o fascismo, este título não é meu. SérgioMoro é tão ou mais fascista queBolsonaro, a diferença é que umsabe usar talheres num jantar de luxo, embora seu péssimo uso do vernáculoo denuncie apenas como um serviçal bem pago de seus superiores, o outro é um personagem dos porões daditadura que só pôde tersucesso e vir à luz com oauxílio luxuoso do primeiro.

O fascismo no Brasil não nasceu, na forma atual, nem seestabeleceu em 2018. Como fenômeno do séculoXXI ele é gestado e parido pela lavajato. Quando atuava sindicalmente contra a pauta bomba, e alertava a meuscolegas que tipo de país serialegado pós golpe, pesquisei nainternet o crescimento avassalador das organizações fascistas e integralistasem paralelo com a lava-jato. Não foi Bolsonaro que a fez crescer, eles asherdou. É muito mais um resultado, do que o criador deste movimento. A elitenão deu o golpe em Lula para eleger Bolsonaro, como uma espécie de bonapartismo fascistóide, ele foi o resultado indesejado de uma luta declasses, na qual aqueles que deram o golpe perderam o controle das instituiçõesque queriam herdar.

Não, não se combate o fascismo e o nazismo compseudo-especialistas idiotas, que mais parecem coachs ou influencers e queagora infestam a internet, passando receita de bolo para curar o fascismo. Nãosei onde eles andaram todos estes anos, poderiam ter passado a panaceia  miraculosa, que no fundo é sóum placebo, antes. Vi um vídeo,profundamente idiota, no qual um pretenso especialista em fascismo diz que precisaremosmuito investir em cursos de filosofia e sociologia nas escolas e universidades.O simplismo édelirante! Parece que o fascismo ou o nazismo é um problema de ilustração das massas ignorantes (oque carrega, inclusive, um pesado preconceito de classe). Queridinhos, onazismo, a forma excelsa de fascismo, foi gerado e obteve sucesso no povo maisculto, com maior nívelescolar e universitário, aAlemanha. Bolsonaro ganhou a eleição naqueles que tem maior poder aquisitivo enível superior. Não confundam ahegemonia nossa, de esquerda, em setores de vanguarda de universidade pública, com uma panaceia quepode ser usada para curar osmales da humanidade. Nofundo, no fundo, é só mais preconceito de umaparte da elite educada, que acha que vaireeducar o mundo.

Marx colocou as coisas de forma definitiva nas Teses sobreFeuerbach: A doutrinamaterialista de que os seres humanos são produtos das circunstâncias e daeducação, [de que] seres humanos transformados são, portanto, produtos deoutras circunstâncias e de uma educação mudada, esquece que as circunstânciassão transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado. Elaacaba, por isso, necessariamente, por separar a sociedade em duas partes, umadas quais fica elevada acima da sociedade (por exemplo, em Robert Owen). Acoincidência do mudar dascircunstâncias e da atividade humana sópode ser tomada e racionalmente entendida como práxiss revolucionante. A questão épolítica, o tempo inteiro, e a práxis revolucionante é do movimento de massas e nãode algum doutrinador narcisista novo, que ache que tenha encontrado sozinho o xda questão.

O nazismo teve uma elite intelectual a seu serviço,incluindo o mais influente filósofodo século XX, Martin Heidegger. Teveum forte movimento artísticobeneficiado por uma políticacultural classicista hitleriana (nunca esquecer as exposições de arte degenerada do TerceiroReich e de como eu sempre lembro à esquerda que a censura quealguns fazem, do nosso lado, àsmanifestações artísticas separecem tanto com o hitlerismo). Não foi por falta de uma classe média culta, ou de uma eliteintelectual que o nazismo venceu na Alemanha, ou na Itália (um paíssim mais pobre e com menos níveleducacional naquele momento, mas que sim, também tinha uma classe média culta e uma grande quantidade de intelectuaisde renome).

O nazismo éum partido do capitalismo. Estáligada à decomposição de classesdentro do capitalismo. É um movimento de classes médias empobrecidas e de guetos da classe média, pequenos e médios proprietários, atordoados em seu pavorde virarem proletários, e degrandes setores do lúmpen, quecompram o discurso ressentido e raivoso. Desde Freud, com grande influência do homem ressentido deNietzsche, passando por Reich, Adorno e toda escola de Frankfurt, por UmbertoEco, Guy Debord, Marcuse, hátoda uma análise quejunta marxismo e visão de que o fascismo éuma praga psíquica, umahisteria de massas, uma neurose coletiva e que, assim, explica a dificuldade dese combater o discurso fascista e nazista.

Não é falta deinvestimento de educação, ou falta de boa vontade de nossa parte em dialogar,que faz o nazismo crescer. Tão imbecil quanto o discurso pseudo-acadêmico de que teremos queinvestir pesado em educação para evitar o crescimento do nazi-fascismo (o votopesado das regiões sul e sudeste no fascista Bolsonaro, regiões industrialmentemais desenvolvidas e com maior nívelde educação formal desmente prontamente estediscurso nefelibata) é odiscurso politicamente correto, teletubbies de formas educadas de se convencer um fascista.

O fascismo não édo âmbito do eros, é dotânatos. É um fenômeno social de massas, ligado à crise do capitalismo, a sua incapacidade de gerarum projeto civilizacional, que abarque a maioria da humanidade, que assegure umfuturo a grandes contingentes da população que caem na miséria e compõem o lupesinato, da insegurança e o medodas classes médias, queestão sempre mais próximas dese proletarizarem, mas se comportam, na dinâmica da luta de classes, como massade manobra e defensoras da elite.

Se não háeste ponto de partido de análisedo fascismo toda e qualquer análisedo fascismo é falsainteiramente.

E não confundam as coisas ou ponham palavras na minha boca.Dizer que o investimento na educação formal não vai destruir o fascismo não é ser contra o investimento naeducação.

É apenas se insurgir contra este debate nefelibata e de sexodos anjos, e lembrar a grande fortuna críticaque temos sobre o fascismo. Ele não éum movimento brasileiro, do séculoXXI, que se iniciou ontem e sobre o qual não temos quaisquer informações. Não é qualquer idiota que apareçana internet, e que demanda o monopóliodo debate ou soluções sobre a questão do fascismo que deve ter algum crédito.

Voltando ao momento em que vivemos, desespero nunca foi análise e histeria nunca foiorganizar a luta. Se em 2013 alertei para o crescimento do fascismo no Brasil ede que eles estavam organizados e vieram para ficar, fiquei 4 anos do GovernoBolsonaro dissentido dos meus companheiros que pareciam o personagem daqueleconto do menino e do lobo. De tanto gritar que vinha o lobo e ser uma farsa, omenino acaba sendo comido pelo animal, sem ajuda, quando o momento chega. Houvevários xadrezesdo golpe e váriosanalistas que afirmaram peremptoriamente que Bolsonaro tinha todos os elementospara dar o golpe logo depois da posse. Aliás,alguns deles continuam apostando que Lula sequer tomará posse para poderem exultar e dizer, viu, eu estava certo! Se jogam xadrez assim comofazem análise, creio que não devem serconvidados para jogar sequer torneios juvenis.

Golpes de Estado não se dão somente pela vontade do golpistade plantão, ou mesmo pelo tiranuelo que esteja à frente do Estado. Uma série de condições objetivas e subjetivas (assim comopara uma revolução) tem que ser satisfeitas para que se possa assaltarlivremente o aparelho de Estado, não somente ter hegemonia política ou ideológicanas forças armadas ou de repressão. O aparelho repressor de Estado raramente dá golpe para si mesmo, ou pormotivos próprios, só num Estado em que ou asforças produtivas estão num estágiomuito inicial de organização (lembrar a fragilidade das instituições do Brasilmonárquico e da República do Café com leite), ou num estado em que o tecido socialesteja tão rasgado que a alternativa seja a Revolução ou o Fascimo.

Não foi por falta de vontade política de Bolsonaro, ou por falta de hegemonia ideológica dentro do aparelhorepressor de Estado, que não aconteceu um golpe no Brasil. Ele tinha e tem asimpatia da maioria. Nosso tirano de plantão tem a simpatia da grande maioriadas pessoas que compões não sóas forças armadas, mas as políciascivis e militares. Ele não tem, entretanto, uma hegemonia a favor do golpe dofechamento do regime no alto-comando, o que é,neste delicado equilíbrio deforças, o freio suficiente para que ele não se aventure a fechar o regime. Só lembrarmos, ainda ontem, aviagem dele a Brasíliatentando convencer a cúpula dasforças armadas a adiar o segundo turno das eleições. Se há algo que assuste as forças armadas é a quebra da cadeia decomando, Bolsonaro, um ex capitão bunda mole, até sonha, mas não consegue ditar seus desmandos paraa alta cúpula.

E ésuficiente porque o aparelho repressor de Estado em si não dá o golpe e mantémo poder para si. O golpe de 1964 se insere dentro de um contexto de guerra friaem que os Estados Unidos patrocinaram golpe em quase todos os países da América Latina, com um consenso entre a elitebrasileira prófechamento de regime e um projeto econômico de pesada inversão direita decapital estrangeiro, num processo de modernização do nosso parque produtivo,com substituição de importações. Fomos e somos inimigos da ditadura militar de64, o que não se pode dizer, sem mentir, éque eles não tinham um projeto nação. Elitista? Sim. Excludente? Sim? Mas umprojeto de nação.

Bolsonaro não tem, nunca teve. Guedes fez questão não só de tentar acabar com toda a herança getulista, da primeira fase dedesenvolvimento do capitalismo no Brasil, fez questão de virar sua metralhadoragiratória para uma série de instituições criadaspelos próprios militares, que estavamlonge, em 1964, de serem neoliberais. Sem projeto sustentável não étão simples assim dar um golpe.

Bolsonaro, de fato, teve um único momento de ascenso das massas golpistas em queesteve perto, no mínimo, deassumir um controle mais efetivo do Estado, proclamando o Estado de sítio. Com as forças popularesdesorganizadas e sem força, bastaria ele fechar o STF, decretar seu simulacrode golpe e aumentar a aposta.

Por que não o fez? Por que o 7 de setembro de 2021 acabou emchoro e decepção para as alas mais radicais do bolsonarismo? Além da resistência interna do próprio STF, que ameaçou prender até o governador de Brasília, não havia nenhuma clareza sobre o diaseguinte. Que reconhecimento internacional teria, quais os passos a seremdados. Prender e exilar inimigos, quiça atétorturar e assassinar, por si sós,não mantém ninguém no poder.

Ele titubeou, a oportunidade passou (e oportunidades, em política, raramente se repetem),parte de seus apoios abandonaram o movimento, outra parte foi mapeada e presa.Parte do financiamento foi cortado.

O bolsonarismo tentou ensaiar uma tanqueata oficial no 7 desetembro do ano seguinte. Mas golpes não são anunciados com um ano de antecedência, nem são tramados a luzdo dia. A ideia bizarra de se fazer uma tanqueata em plena Presidente Vargasfoi abortada pelo própriocomando militar, em que pese uma grande presença de público, pelo que foi gasto, pelo que foi investido,pela estrutura montada, sim, o bis do 7 de setembro golpista flopou em 2022. Ahistória acontece a primeira vezcomo tragédia, asegunda como farsa.

O capitão évítima ou prisioneiro do próprio personagem. Ele assumiuum cargo através do jogopolítico, de eleições com regrasclaras e teve que atuar, no limite das instituições, sem acabar completamentecom o Estado DemocráticoDireito, até porque,ele mesmo era o governante. Esta duplicidade de controlar o Estado e se fartardas benesses dele, um governo de cleptocracia, numa farra sem fim do orçamentosecreto, no qual seus sequazes, famíliase aliados se fartam, assusta seus aliados que dão a sustentação política no Congresso. Ainda queconstrua a figura do marginal àbeira do sistema, Bolsonaro é,ao fim e ao cabo, só mais umdeputado do Centrão. Macaco apanhado na cumbuca não ousa abrir a mão paraentregar seu torrão de açúcar.

De um lado, o discurso de ódioe fascista, que açula e constróium movimento de massas golpista e lhe dápopularidade e votos, não éo que dá governabilidade a sua sempreinstável maioria parlamentar.Mesmo com a últimavotação de 2022, podem estar certos, tão logo ele saía do Planalto, boa parte dos deputados eleitos peloPL migraram gozosamente para a base de sustentação de Lula, desde que possamgarantir seus própriosinteresses dentro do parlamento.

Bolsonaro não tem apoio internacional, Bolsonaro não tem orespaldo do alto-comando das Forças Armadas, Bolsonaro não tem um movimento demassas decidido a seu lado. A franja de cachorros loucos e radicais, pró golpe, que tomou de assalto700 pontos de bloqueio na estrada foi mais uma demonstração de desespero que deforça. Não fora a prevaricação de Aras e dos chefes da Polícia Federal e Rodoviária Federal, nomeados por Bolsonaro, os bloqueiosnão teriam durado nem 24 horas.

Resta a ele um movimento meio messiânico, meio esquizóide composto por viúvas de oficiais, ex oficiaisreformados, fanáticosneopentecostais e uma franja de doentes que participa de atos ilegais,patrocinados por empresáriosbolsonaristas que passam por um duplo pavor: o primeiro de perder as benessesdos esquemas de corrupção criados no atual governo, que vão do MEC à SECOM, passando porfinanciamentos espúrios doBNDES para o sertanejo, o outro de serem presos quando identificados por seuscrimes.

Por último, aprópria elite brasileira não temconsenso sobre Bolsonaro, muito menos por entregar um Estado sem nenhum freiona mão dele. A elite brasileira viveu uma esquizofrenia política todos os anos de Bolsonaro. Fãs incondicionaisde Guedes, mas fazendo vistas grossas para as bizarrices do capitão, viramsetores chave da economia, como a engenharia, perderem protagonismo einvestimentos, ao mesmo tempo que atéo agro, beneficiado e muito por ele, se viu, algumas vezes em palpos de aranha,como no caso da crise com a China e do embargo à carne brasileira, ou da lista de empresasproibidas de exportar para a Europa, por conta do desmatamento na Amazônia.

A elite brasileira estálonge de morrer de amor por Lula, mas grande parte da Faria Lima tem neurôniossuficientes para entender que Lula estálonge de ser um perigo vermelho. Parte dela desembarcou de Bolsonaro eparticipou ativamente da eleição de Lula, norteada pelo desmonte da economiapraticado pelo capitão. Na verdade, o movimento eleitoral que elegeu Lula está muito à direita do de 2002, e quilômetros à direita do Lula de 1989.Antes que achem que isto éuma crítica, é uma constatação, uma análise da conjuntura.

Lula não foi eleito num momento de crescimento do movimentode massas, como no Chile ou na Colômbia. Em 7 anos pós golpe, sejamos duros e sinceros com nós mesmos, não conseguimosorganizar uma oposição de massas que incomodasse os governos Temer e Bolsonaro.Os movimentos fora Temer e fora Bolsonaro foram sempre aquém daquilo que necessitamos para assustar ambos osgovernos, que governaram basicamente sem greves fortes e sem oposição de massafazendo movimento pesado na rua.

Nesta correlação de forças, na qual Lula aparece como o líder de uma coalizão decentro, a elite brasileira tem pouco a temer, mormente só aquela que vive de capitalismo gangster, como asdo garimpo ilegal ou grilagem de terras na Amazônia, ou as alas mais reacionárias que são contra reverqualquer parte da reforma trabalhista. É importante inclusive discutir acomposição de forças do nosso própriogoverno, mas será tarefa deoutra fala, já que esteartigo já está pecando pela prolixidade.

Mas, na correlação de forças atuais, é um desserviço ficar vociferando aos quatro ventosque tenhamos cuidadocom o iminente golpe de Bolsonaro.Ele não ocorrerá, Lulatomará posse. O que ocorrerá depois disto, com o fascismocomo uma força políticapermanente a ser considerada em qualquer análisenão é algo que possa ser analisadoagora. Muito menos ficar chamando opovo para a rua. Isto nemmarxismo é, é grandiloquência verbal seguida de total impotência política.De cada dez analistas que hoje gritam precisamos colocar o povo na rua,11 não ganhariam eleição para síndicodo próprio prédio e não consegue reunir 5 pessoas para montar umbloco de sujo.

Como falava Grasmci, os fatores quantitativos e qualitativosna política mudam muitodinamicamente para qualquer um fazer uma previsão determinista de longo prazo.Subestimar o inimigo é um pecadomortal na política,superestimá-lo leva à histeria. Lula tomará posse, a partir daí, teremos que ver quais sãoas tarefas do movimento social para que demos sustentação a seu governo e eleconsiga governar.

 Por: Roberto Ponciano.

 

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