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Construído pelo Governo do Estado, Hospital Materno-Infantil de Ilhéus completa um ano nesta terça, 6

Construído pelo Governo do Estado, Hospital Materno-Infantil de Ilhéus completa um ano nesta terça, 6

07/12/2022 11h36 Atualizada há 4 anos atrás
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Construído pelo Governo do Estado, Hospital Materno-Infantil de Ilhéus completa um ano nesta terça, 6

Nesta terça-feira, 6, o Hospital Materno-Infantil Dr.Joaquim Sampaio, em Ilhéus, completa um ano de funcionamento. Nesse período,foram realizados, aproximadamente, três mil partos (uma média de 8,2 partos pordia), com cerca de 4.600 internações, contemplando ainda gestantes que fizeramalgum tipo de tratamento ou passaram por alguma intercorrência que não fosse oparto. Com 105 leitos destinados à obstetrícia, à gestação de alto risco,pediatria clínica, UTI neonatal, UTI Pediátrica e centro de parto normal,integrados à Rede Cegonha e atenção às urgências e emergências, oMaterno-Infantil funciona 24 horas, tem acesso por demanda espontânea, sendoreferenciado por parte significativa da região sul da Bahia. O investimento doestado foi de aproximadamente 40 milhões de reais, entre obras e equipamentos.

"Regionalizar a assistência materno-infantil de altaqualidade é um compromisso do Governo da Bahia. Nos últimos 8 anos, a Secretariada Saúde (Sesab) investiu R$ 165 milhões na ampliação da assistênciamaterno-infantil para casos de média e alta complexidade. Esse dinheiro foiaplicado em novos hospitais pediátricos e maternidades que levam a mais baianose baianas atendimento especializado para tratamentos, internações, cirurgias,partos, entre outros serviços que antes não eram ofertados em todas as regiõesdo estado. Só entre 2021 e 2022, além do Materno-Infantil de Ilhéus, foramentregues três novos equipamentos de saúde em Jequié, Seabra e Salvador, alémda requalificação da rede estadual já existente", destaca a atual titularda pasta, Adélia Pinheiro.

O HMIJS atende às regiões de Ilhéus e Valença, no baixo-sul,totalizando 20 municípios do interior baiano. No entanto, a unidade já acolheugestantes e bebês de 89 municípios da federação, sendo 69 da Bahia e 20 deoutros estados, a exemplo do Espírito Santo, Pernambuco, Goiás, São Paulo,Minas Gerais, Tocantins e Maranhão. Os boletins estatísticos do hospitalapontam para a realização de mais de 30 mil exames clínicos, laboratoriais e deimagem. Já o número de consultas e atendimentos ambulatoriais ultrapassou amarca de 2.200. O número de recém-nascidos atendidos e internados na UTINeonatal foi de 220.


UTI Pediátrica

Já em funcionamento, sob regulação, a Unidade de TerapiaIntensiva (UTI) Pediátrica tem o perfil clínico, sendo composta por uma equipemultiprofissional com médicos intensivistas, enfermeiros, técnicos deenfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos efonoaudiólogos e, dentre as especialidades oferecidas, estão neuropediatria,gastropediatria e nefrologia infantil.

Cuidados e humanização no atendimento

Das crianças nascidas no Hospital Infantil, 98% realizaramtestes da triagem neonatal, a exemplo do teste do Pezinho, Linguinha, Ouvido eCoração. Todos estes são métodos para detecção precoce de doenças nosrecém-nascidos e oportuniza ágeis intervenções para a continuidade do cuidadoapós a alta na maternidade. Na Unidade Interligada do Cartório de RegistroCivil, instalada na unidade, foram emitidas 1.110 certidões de Nascimentogratuitas até o último dia 30. Todos os bebês também saíram da unidade com oCadastro de Pessoa Física (CPF).

No período de um ano, diversas campanhas de humanização noatendimento foram colocadas em prática pela equipe gestora, a exemplo do PolvoTerapêutico – brinquedo de crochê, cujo objetivo é melhorar a frequênciacardíaca e o índice de saturação de oxigênio nos bebês internados na UTI Neo.Outra iniciativa da equipe de humanização é a implantação da rede adaptada aotamanho do paciente dentro da incubadora, que ajuda a criança a adquirir umaposição mais confortável, simulando a posição intrauterina. Cursos dearteterapia e experiências com aromaterapia também foram disponibilizados àspuérperas cujos filhos permaneceram internados.

Visitas guiadas apresentam, semanalmente, a estrutura dohospital às gestantes, com explicações sobre as possibilidades e condiçõesoferecidas para o parto. Palestras sobre controle de natalidade ou até mesmo daconvivência diária para as mães que aguardam a alta hospitalar sãopermanentemente realizadas. Vacinas e acompanhamentos de pré-natal de altorisco são feitos no ambulatório da unidade.

 

Consciência Ambiental

Situado em uma região referência da Mata Atlânticabrasileira, o Hospital estabeleceu parcerias em defesa da sustentabilidade. Em60 dias de campanha, mais de 500 mudas de pau-brasil foram doadas às criançasnascidas na instituição. Muitas deram o feedback com registros das plantaçõesfeitas nos quintais das residências. A campanha teve como objetivo sensibilizaros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) para a importância da valorizaçãoda vida e defesa do meio ambiente. A iniciativa uniu o projeto de extensão doHorto-Florestal, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) daUniversidade Estadual de Santa Cruz (UESC) numa parceria com a Fundação EstatalSaúde da Família (FESF SUS), gestora do hospital.

Recentemente, a FESF e a Cooperativa de CatadoresConsciência Limpa (Coolimpa) assinaram um termo de cooperação e parceriavisando o desenvolvimento de um programa de coleta seletiva para fins dereciclagem dos resíduos sólidos produzidos pelo hospital.

 

Educação profissional voltada ao indígena

Para fomentar os processos de formação da educação dosprofissionais e de trabalhadores da saúde, o hospital incorporou à suas açõesuma parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado da Bahia para orecebimento de discentes provenientes das Universidades da região, na qualestudantes de duas ou mais profissões ou escolas distintas, trocam experiênciase aprimoram a colaboração e qualidade dos cuidados e serviços.

O próximo passo a ser dado é transformar o HMIJS na primeiramaternidade da Bahia a elaborar um plano de ação para a execução de um programade incentivo da atenção especializada para os povos indígenas do estado. OHMIJS já atende, por mês, em média, 60 gestantes que se autodeclaram indígenas.Com a iniciativa, o atendimento ganhará qualificação na prestação do serviço,respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença deatividades de educação permanente nas aldeias, dentre outros importantes eixos,conforme previsto em Portaria do Ministério da Saúde. Na Bahia, existem 35 milindígenas, de 20 etnias, distribuídos em mais de 130 aldeias. Juntos, elesrepresentam 0,5% da população indígena do Brasil.

Em um ano de atividade, o HMIJS ainda é uma criança. Mas jáproporciona ações inovadoras em uma região da Bahia que antes era carente de ummodelo de serviço totalmente público, acolhedor e humanizado. Neste 1 ano, oritmo pareceu único. Um ritmo que pede que o tempo não pare e que a vida seja omaior sentido dessa história que está apenas começando.

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