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Dirceu mira o Congresso, aposta na força da esquerda e critica gestão de Tarcísio em São Paulo

A mensagem apresentada pelo ex-ministro é de mobilização política e reconstrução de uma base progressista

29/07/2026 21h23
Por: Redação Fonte: Dimas Roque
Dirceu mira o Congresso, aposta na força da esquerda e critica gestão de Tarcísio em São Paulo

Em entrevista ao Jornalista Dimas Roque no Portal Mídia Livre no Youtube, o ex-ministro defende a eleição de um “Congresso amigo do povo”, confirma disposição para disputar uma vaga na Câmara e afirma que a eleição paulista continua aberta

O ex-ministro José Dirceu afirmou que a próxima eleição será decisiva para fortalecer a presença das forças progressistas no Congresso Nacional e garantir uma base parlamentar capaz de apoiar as mudanças defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao jornalista Dimas Roque, no canal Mídia Livre, Dirceu destacou a importância de ampliar a representação da centro-esquerda na Câmara dos Deputados e no Senado, defendeu a construção de uma maioria política comprometida com o desenvolvimento do país e apresentou sua candidatura por São Paulo como parte desse projeto.

“É a hora de eleger um Congresso amigo do povo”, afirmou.

Para o ex-ministro, a retomada do governo federal com a eleição de Lula representou um passo importante, mas a consolidação de um projeto de desenvolvimento depende agora de uma nova correlação de forças no Parlamento.

“Precisamos eleger um Congresso com uma base parlamentar de centro-esquerda capaz de sustentar as mudanças que o presidente Lula precisa fazer no país e que nós precisamos fazer”, declarou.

Com uma das mais longas trajetórias da política brasileira, Zé Dirceu afirmou que sua candidatura à Câmara dos Deputados busca contribuir para a reconstrução de uma maioria parlamentar capaz de aprovar reformas estruturais e ampliar políticas públicas.

Entre os temas citados estão a reforma tributária, a revisão da escala de trabalho 6x1, a modernização do Estado, a geração de empregos e o fortalecimento dos investimentos em infraestrutura, ciência, tecnologia e desenvolvimento industrial.

Segundo Dirceu, a eleição para o Congresso será tão importante quanto a disputa pela Presidência da República, pois a composição da Câmara e do Senado poderá determinar a capacidade do governo de avançar em mudanças econômicas e sociais.

O ex-ministro também defendeu uma bancada mais representativa, com maior participação de mulheres, jovens, negros e negras, além de lideranças ligadas aos movimentos sociais e ao mundo do trabalho.

“O Brasil mudou, a juventude mudou, as mulheres mudaram. Milhões de jovens querem empreender. É uma outra realidade”, afirmou.

Para Dirceu, a política precisa acompanhar as transformações da sociedade e dialogar com as novas demandas da população, especialmente em temas como emprego, renda, educação, serviços públicos e oportunidades para a juventude.

Ao analisar o cenário eleitoral paulista, Zé Dirceu afirmou que a disputa pelo governo do estado permanece aberta e rejeitou a ideia de que o resultado esteja definido antecipadamente.

“Não é um oba-oba aqui em São Paulo, de que o Tarcísio já está eleito. Nós temos que disputar essa eleição para ganhar”, declarou.

Segundo o ex-ministro, as forças progressistas possuem uma base importante na Grande São Paulo e têm potencial para ampliar sua presença política no estado. O desafio, de acordo com ele, será fortalecer a atuação no interior e construir uma campanha capaz de dialogar com diferentes setores da sociedade.

Dirceu ressaltou que São Paulo possui peso estratégico na política nacional e que o resultado eleitoral no maior colégio eleitoral do país poderá influenciar diretamente a formação do próximo Congresso.

A expectativa, segundo ele, é ampliar as bancadas progressistas e fortalecer uma coalizão capaz de defender políticas de desenvolvimento, geração de empregos, valorização do trabalho e redução das desigualdades.

Durante a entrevista, Zé Dirceu fez críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas, especialmente em relação às políticas de privatização, ao transporte público, à educação, à saúde e aos investimentos em pesquisa.

Na avaliação do ex-ministro, o governo paulista não apresentou uma política industrial capaz de aproveitar plenamente o potencial econômico, tecnológico e produtivo do estado.

“Ele deixou um rastro de incompetência na privatização do sistema de transporte metroviário e também do transporte rodoviário na Grande São Paulo”, afirmou.

Dirceu também questionou decisões relacionadas à gestão de serviços públicos e apontou problemas no funcionamento do sistema de transporte. Para ele, a população precisa ser colocada no centro das políticas estaduais.

O ex-ministro defendeu a retomada de investimentos em educação, saúde, ciência, tecnologia e inovação, além da criação de uma política industrial voltada à geração de empregos e ao desenvolvimento regional.

Segundo Dirceu, São Paulo possui universidades, centros de pesquisa, empresas e uma estrutura produtiva capazes de impulsionar uma nova etapa de crescimento econômico, mas necessita de um projeto de governo que integre desenvolvimento, inclusão social e planejamento público.

Para Zé Dirceu, o estado precisa recuperar sua capacidade de liderar a industrialização, a inovação e a geração de oportunidades.

A defesa de um novo projeto para São Paulo, segundo ele, passa pelo fortalecimento do setor produtivo, pela ampliação dos investimentos públicos e pela construção de políticas voltadas aos municípios e às necessidades da população.

“São Paulo precisa de um projeto de desenvolvimento, de uma política industrial e de um governo que dialogue com os municípios e com a sociedade”, defendeu.

O ex-ministro afirmou que a disputa eleitoral deve apresentar propostas concretas para enfrentar os problemas do transporte, da desigualdade, do acesso aos serviços públicos e da geração de empregos.

Ao abordar sua candidatura, Zé Dirceu reforçou que o objetivo é contribuir para a construção de uma maioria parlamentar comprometida com a redução das desigualdades, a valorização do trabalho e o desenvolvimento nacional.

Para ele, o Brasil precisa superar entraves históricos e avançar em reformas que promovam maior justiça tributária, ampliem os investimentos públicos e fortaleçam a economia.

A mensagem apresentada pelo ex-ministro é de mobilização política e reconstrução de uma base progressista capaz de sustentar as mudanças defendidas pelo governo Lula.

“É a hora de eleger um Congresso amigo do povo”, resumiu.

Com a candidatura em São Paulo e a defesa de uma bancada progressista mais forte, Zé Dirceu volta a se colocar no centro do debate político, apostando na experiência, na mobilização social e na construção de uma nova maioria no Congresso Nacional.

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