A constatação, de todos, éque os “marqueteiros” transformaram a campanha em algo para a TV, abandonando oque de mais forte tem o Partido dos Trabalhadores, que é a sua militância.
Neste vácuo, com a trágica mortedo candidato do PSB – Partido Socialista Brasileiro, apareceu a sua vice,Marina. Exposta durante o velório por toda a grande imprensa em Rede Nacionalde TV. Diante do caixa do defunto, foi lançada como candidata. E como dizem osvelhos políticos no Nordeste, “com defunto em eleição não há quem possa”. Umareferência ao sentimento de comoção que é causado. E que foi potencializado demaneira manipuladora, nunca antes visto na história do Brasil.
O PT, avisado pelamilitância virtual, do estrago que viria, ficou calado. Não há registro de umaúnica reunião para traçar uma nova tática ao que estava posto sorrindo diantedo caixão.
Não quero me arvorar a ser ocriador da roda, mas, ou Lula e Dilma vão as ruas falar com o povo, onde são imbatíveis,ou vão cair no conto do marketing de televisão. O Barba pode bater cidadesgrandes do interior do Brasil, duas a três durante o dia, e a noite encontraDilma em uma das capitais, terminando com mais um comício. A hora é essa, nãohá tempo a ser perdido neste momento. Chacoalhar essa coordenação e trazer opovo, que foram beneficiados durante as gestões do PT. Só com o povo na rua,ouvindo Lula e Dilma é que enfrentaremos a onda da comoção de uma morte trágica.