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Diversidade e qualidade da agricultura familiar ganha público do Mesa São Paulo

Diversidade e qualidade da agricultura familiar ganha público do Mesa São Paulo

31/10/2019 08h29 Atualizada há 7 anos atrás
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Diversidade e qualidade da agricultura familiar ganha público do Mesa São Paulo


A qualidade da agricultura familiar da Bahia mais uma vezdemonstra o seu potencial. Visitantes e participantes do Mesa São Paulo 2019 seencantaram com os produtos das cinco cooperativas baianas que, apoiadas peloGoverno da Bahia, participaram do evento realizado no Memorial da AméricaLatina, e expuseram seus produtos no estande baiano Terra Madre Brasil 2020.


Produtos derivados de licuri, umbu, maracujá do mato,castanha, nibs de chocolate e café orgânico fizeram sucesso entre chefs decozinha do Brasil e do mundo, produtores e especialistas nas mais diversasáreas da gastronomia. 

A professora de Gastronomia de Porto Alegre Deise Sterqueconheceu os produtos da agricultura familiar da Bahia: “Experimentei o doce doumbu, de maracujá da caatinga, o licuri e vou levar tudo para minhas aulas,para que meus alunos conheçam. Estou muito feliz com essa troca”.

O chef de cozinha em Assunção, no Paraguai, Sérgio Gonzalez,também esteve no maior evento de gastronomia da América Latina e visitou oestande da Bahia: “Provei um monte de produtos como cacau orgânico, o licuri eo azeite de licuri, geleia de umbu, café e comprei para levar para o Paraguai. Vim do Paraguai para me inspirar emprodutos geniais como esses”.

A participação das cooperativas é uma iniciativa daSecretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia deDesenvolvimento e Ação Regional (CAR), no âmbito do projeto Bahia Produtiva,que conta com empréstimo do Banco Mundial, visando promover mais espaços decomercialização dos produtos das cooperativas.
O Mesa São Paulo deste ano foi também uma plataforma delançamento do Terra Madre 2020, que será realizado em junho, em Salvador, peloSlow Food Brasil, em parceria com a CAR. O evento, que reúne comunidades doalimento, de acadêmicos, cozinheiros e toda a comunidade do Slow Food, acontecea cada dois anos na Itália e terá uma edição especial voltada unicamente para oBrasil.

A doceira de Recife Maria Hansel, visitou o estande duranteo Mesa: “Assisti a uma palestra onde apresentaram o estande Terra Madre e fuiconhecer os produtos. Adorei o nego bom de umbu que mistura o doce com oazedinho e a geleia de maracujá da caatinga, que fiquei apaixonada. E vou estarno evento Terra Madre, em junho do ano que vem”.

Participaram do evento, a Cooperativa de Produção da Regiãodo Piemonte da Diamantina (Coopes), Cooperativa de Agropecuária Familiar deCanudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), Cooperativa da Cajucultura Familiar doNordeste da Bahia (Cooperacaju), Cooperativa de Produtores Orgânicos eBiodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio), além do Assentamento DoisRiachões, que possuem investimentos do Bahia Produtiva.

A representante da Coopercuc, Leidiane Vieira, destacou quea cooperativa levou duas fortalezas Slow Food que foi o maracujá da caatinga eo umbu: “Mostramos para o público produtos que muitos não conheciam e aparticipação desses produtos na nossa culinária brasileira”.

Segundo a representante da Coopes, Renata Silva, aparticipação de um empreendimento do semiárido baiano em um evento dessaamplitude proporcionou um momento único, o de estar próximo de pessoas queconduzem a alimentação de forma sustentável: “A aproximação com os chefs decozinha que trabalham com alimento bom, justo e limpo é muito importante pranós, pois eles valorizam a nossa produção e nos levam para qualquer lugar domundo”.
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