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Excesso do uso do celular: especialista alerta para casos miopia em crianças

Excesso do uso do celular: especialista alerta para casos miopia em crianças

09/01/2020 07h09 Atualizada há 7 anos atrás
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Excesso do uso do celular: especialista alerta para casos miopia em crianças

João Vilaça

A OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta a miopia como aepidemia do século e prevê que, no próximo ano, cerca de 35% da populaçãoesteja sofrendo com o problema de visão. Em 2050, o número de casos podealcançar 52%.

Segundo estudos do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia)o Brasil tem um registro médio de 2 milhões de casos de pacientesdiagnosticados com miopia por ano. Até pouco tempo, a miopia era vista comoproblema exclusivamente genético, o que mudou nos últimos anos para a comunidadecientífica e acadêmica.

No mesmo ritmo do avanço da tecnologia digital, aumentaconsideravelmente o número de casos de miopia nas crianças e nos adolescentes.“O uso desenfreado das telas, entre smartphones, computadores e tablets, temcontribuído para o aumento da população míope” alerta João Vilaça, médicooftalmologista, membro da sociedade brasileira de oftalmologia e membro doconselho brasileiro de oftalmologia.

João Vilaça explica que o longo tempo em frente de telasprovoca o esforço de acomodação. O que pode ser descrito como uma falsa miopia,ou seja, sintomas de visão embaçada para longe, após horas seguidas forçando avista com imagens próximas.

 "Em linhasgerais, se uma criança usar o celular o dia todo, depois de algumas horas, elaterá uma miopia induzida. No dia seguinte a visão voltará ao normal",explica o oftalmologista João Vilaça.

Vilaça também alerta de que o excesso de uso acumulado pordias e por horas seguidas de uma aparelho tecnológico pode desenvolver umamiopia de fato ou até problemas futuros na retina.

MIOPIA

A miopia é um distúrbio visual caracterizado peladificuldade de enxergar de longe. “Nos olhos dos míopes, as imagens são focadasincorretamente, à frente da retina, de forma turva”, destaca o oftalmologista.

A doença é, quase sempre, detectada na infância, quando acriança apresenta dificuldades de enxergar. Há outros sinais claros, comopiscar demais, franzir a testa e se queixar de dor de cabeça Durante o períodode crescimento, pode ficar estável.

Por: Rômulo França.
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