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Democracia miliciana

Democracia miliciana

13/02/2020 11h34 Atualizada há 7 anos atrás
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Democracia miliciana


Quando a população brasileirafoi as urnas em 2018, boa parte dos eleitores já sabiam que caso Jair Bolsonarofosse eleito, nós teríamos grandes problemas a serem enfrentados em um curto períodode tempo. E esses problemas seriam, em sua maior parte, catapultados pela família.

Quem votou democraticamenteporque acreditou da “mamadeira de piroca” ou que, sabendo que eram mentiras,ajudou a divulgar o “kit gay” são corresponsáveis pelo que o Brasil estávivendo agora.

Se é na Democracia que oscidadãos, através do voto livre, elegem os seus dirigentes por meio de eleições.Na Democracia Miliciana o voto da maioria credenciou um governo que diariamentemente a população, criando fatos distorcidos da realidade.


A atuação de membros e apoiadoresdo governo atual chegou a tal situação, que inverter a verdade é como invertero placar de um jogo com um juiz suspeito a utilizar o VAR - árbitro assistentede vídeo. O que seria uma saída para que se tivesse a verdade da jogada, noplanalto central do país é usado para burlar a verdade. E o que seria paraacabar com conflitos, potencializa-os com as mentiras que são criadas paradesvirtuar dos verdadeiros fatos.

Para não buscar “zilhões” de exemplos,vou ficar no caso da jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello.Que esta semana esteve envolvida em uma polêmica com Hans River, uma daspessoas contratadas pela empresa Yacows, especializada em disparos em massa demensagens de WhatsApp e que trabalhou para o candidato Bolsonaro em 2018.

Durante seu depoimento na CPMI– Comissão Parlamentar de Inquérito das Fakes News, Hans foi confrontado porparlamentares e pego, algumas vezes, na mentira. Foi o caso da deputada NataliaBonavides do Partido dos Trabalhadores que ao indaga-lo, após ouvir que eleteria trabalhado na campanha a vereador José Police Neto (PSD), o informou nãoser verdadeira a informação, pois a pessoa citada se quer, foi candidato naseleições.

Preso em suas mentiras, Hansque teve contato anterior com a jornalista Patrícia, quando do levantamento deinformações para uma matéria sobre o uso de Fakes News nas eleições, a atacoude forma covarde, colocando a moral da moça em dúvida. Como homem sem escrúpulos,ele sabe que ao fazer tal acusação, colocaria qualquer mulher em desvantagens,pois seria elas, agora, que teria que provar que a acusação era falsa.

Diante do fato, o que fez o deputadoEduardo Bolsonaro, filho do presidente, no mesmo dia e usando a tribuna daCâmara do Deputados? Fez o que já é regra, o que está escrito no manual daDemocracia Miliciana. Ele potencializou a acusação, sem mostrar nenhuma prova.Pois este é um dos mandamentos dos que hoje ocupam o poder central. Quandoestão em desvantagens, acusam, levantam falso, mentem de forma descarada, eassim já se passou um ano em que o Brasil vive em um sistema democrático tomadopor acusados de serem milicianos.

O que Hans River fez com ajornalista da Folha é coisa de canalha, daqueles homens que precisam afirmarperante a sociedade a sua condição de macho e saem falando o que fizeram e oque não fizeram com as mulheres. Tudo para se sentirem os donos do pedaço.Neste caso a situação é ainda pior, o sujeito mentiu em um depoimento da CPMI.Ele já foi desmascarado pela jornalista que disponibilizou prints das conversasem um aplicativo de mensagens e agora, além de mentiroso, o que aparece é elefazendo um convite e se insinuando. Rejeitado, deu o troco partindo para oataque.

A jornalista Patrícia CamposMello da Folha de São Paulo, a minha solidariedade neste momento turbulento quepassa. Mas há que se dizer uma coisa: vocês apoiaram o Golpe e ajudaram aconsolidar uma eleição que abriu as portas do inferno para que a entronizaçãoda Besta Fera.
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