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Sororidade, ainda que tardia (Por Leandro Fortes)

Sororidade, ainda que tardia (Por Leandro Fortes)

28/02/2020 09h03 Atualizada há 6 anos atrás
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Sororidade, ainda que tardia (Por Leandro Fortes)

Se, lá atrás, tivesse havido tanta gente chocada ehorrorizada com o que diziam e faziam com as jornalistas de esquerda da mídiaindependente, hoje seria mais fácil identificar e combater as bestas feras quepartiram para cima de Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, e , do Estadão - está última, alegre participante do show de horrores dogolpe de 2016 e, dali em diante, das brutalidades antipetistas perpetradas pelaasquerosa Jovem Pan, na qual ela brilhava, impune.

Não se trata de desprezar a violência que, agora, se voltoucontra jornalistas de direita: o puxa-saco nunca tem a dimensão exata de seusatos, porque seu interesse imediato é mesquinho e pessoal. Mas é precisoretirar algumas lições desse movimento da História.


Vera, como Sherehazade e Joice Hasselman, cada uma a seumodo, percebeu que a única proteção possível, em tempos de perseguição misóginada direita - que ela mesma alimentou com rações de cinismo e ódio - é a rede demulheres e homens que ela tanto desprezou.

Foi o mesmo fenômeno que resultou na conversão de PatríciaLélis, jovem jornalista de Brasília, ex-namorada de Eduardo Bolsonaro (o 03),obrigada a viver nos EUA, depois de denunciar um estupro perpetrado por MarcoFeliciano, pastor e deputado bolsonarista da pior espécie e qualidade.

Agora, não adianta ir para o Twitter dizer que é feita deaço porque papai era juiz e não tinha medo da bandidagem. Isso é só cagaçogourmet.

Tem que refletir sobre as posições equivocadas do passado,fazer uma autocrítica honesta e ajudar na luta.

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