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Ararinhas-azuis retornam à caatinga

Ararinhas-azuis retornam à caatinga

04/03/2020 12h48 Atualizada há 6 anos atrás
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Ararinhas-azuis retornam à caatinga

Extintas da natureza há 20 anos, 52 aves da espécieCyanopsitta spixii, as ararinhas-azuis, retornam ao seu habitat de origem, nomunicípio de Curaçá, na Bahia. As aves chegaram da Alemanha hoje (3), no DiaMundial da Vida Selvagem, que tem como objetivo celebrar a fauna e a flora ealertar para os perigos do tráfico de animais selvagens no mundo.
O secretário estadual do Meio Ambiente (Sema), João CarlosOliveira acompanhou de perto a repatriação das ararinhas-azuis. “O retorno dasaves ao bioma caatinga representa o resgate, o sonho e a esperança. A Sema eInema vão atuar na fiscalização do entorno da Área de Proteção Ambiental, nãosó por conta das ararinhas, mas para coibir o tráfico de outras aves, como opapagaio”, destaca o secretário.


Também estiveram presentes o ministro do Meio Ambiente,Ricardo Salles; o presidente do ICMBio, Homero Cerqueira; o presidente dainstituição alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP),Martin Guth; o coordenador regional do Inema, Anselmo Vital e diversos técnicosdos órgãos ambientais.
Do Aeroporto de Petrolina, as aves foram encaminhadas para oRefúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, construído em Curaçá e que possuiaproximadamente 30 mil hectares. As espécies passarão por um processo deadaptação e treinamento para viverem em liberdade na Área de Proteção Ambientalda Ararinha-Azul, que conta com 90,6 mil hectares. As unidades de conservaçãoforam criadas pelo Governo Federal e a construção do Centro e o projeto dereintrodução são custeados pela ONG ACTP. A primeira soltura está prevista para2021.
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