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Na última sexta-feira (17 de abril), fui demitido da TV Record, onde trabalhei por 13 anos

Na última sexta-feira (17 de abril), fui demitido da TV Record, onde trabalhei por 13 anos

22/04/2020 13h55 Atualizada há 6 anos atrás
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Na última sexta-feira (17 de abril), fui demitido da TV Record, onde trabalhei por 13 anos


Foi um período rico, especialmente entre 2007 e 2016:matérias especiais, 2 Olimpíadas, 2 Copas do Mundo, prêmios importantes(Vladimir Herzog e Embratel, entre outros) e coberturas emocionantes.

Fiz amigos do peito e aprendi muito: com cinegrafistas,técnicos, editores, produtores, chefes e com os colegas repórteres.

Gosto de fazer TV, amo jornalismo, estou há quase 30 anosnesse ofício. Mas amo mais ainda a verdade. Na fase final na Record(2016/2020), aprendi a ter paciência e resiliência quando o ar ficouirrespirável.


Sempre compreendi os limites do trabalho na mídiacorporativa, sem confundir meus interesses e opiniões com os do eventualpatrão. Procurei também traçar um limite: não mentir, não brigar com os fatos,não embarcar em narrativas grotescas.

Acreditem: há espaço para trabalhar de forma correta namídia comercial, desde que se tenha consciência desses limites, e alguma capacidadede dizer "não" quando necessário
(há muitos bons exemplos por aí, de profissionais sérios,nos jornais/sites/revistas/tvs/radios).

Nos últimos tempos, procurava me guiar pelo ensinamento deum velhor repórter: "ao inimigo não se pede nada, nem demissão".
A quem interessar possa: o motivo alegado para meudesligamento foi "reestruturação".

Sou agora um jornalista reestruturado.
E um cidadão mais leve e feliz.

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