Geral Virologista

Virologista alemão teme 2ª onda mortal por coronavírus pela flexibilização

Virologista alemão teme 2ª onda mortal por coronavírus pela flexibilização

28/04/2020 00h28 Atualizada há 6 anos atrás
Por:
Virologista alemão teme 2ª onda mortal por coronavírus pela flexibilização
Christian Heinrich Maria Drosten, é um importantevirologista alemão, seu eixo de pesquisa está na descoberta de novos vírus, edesde 2017 chefia o Instituto de virologia em Berlim. Com o surto do coronavírusna Alemanha, Drosten ficou reconhecido nacionalmente, pelo excelente trabalhonas inferências e ações importantes que realizou contra o novo vírus.  
No início do ano, em 23 de janeiro do ano corrente, Drostenacompanhado de outros virologistas da Europa e Hong Kong conseguiram publicarum trabalho sobre um teste de diagnóstico em tempo real por PCR (RT-PCR) siglaem inglês para Transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase. AOrganização Mundial da Saúde (OMS) aceitou com agilidade o trabalho desempenhado,enviando kits de testes para regiões atingidas.


Christian Drosten foi convidado para o The Guardian para umaentrevista, sendo nomeado como a “verdadeira face do país alemão da crise docoronavírus”. O importante virologista disse que teme uma segunda onda mortaldo vírus devido ao afrouxamento do bloqueio alemão. Ele cita que Angela Merkelsai à frente de outros líderes mundiais, por todo trabalho que desempenharamaté o momento, como diagnósticos precoces e em larga escala, mas há uma grandepressão política e econômica, além das pessoas que veem as ações executadascomo excessivas, para que haja a flexibilização. O que o faz temer que volte asubir os números de casos por coronavírus.
Drosten responde que se houver o ressurgimento do vírus, poderáser contido, mas não dá para ser feito apenas pelo rastreamento, pois jáexistem evidências de que parte das infecções acontecem antes mesmo que pessoasinfectadas apresentem sintomas. O que faz com que a captura desses casospotencialmente expostos, precise de ajuda para identificação o mais rápidopossível, necessitando de rastreamento eletrônico dos contatos.  
O The Guardiancitou a referência de Angela Merkel e sua liderança elogiada, perguntando-o oque a torna uma boa líder. Drosten respondeu que o fato dela ser bematualizada, e ser uma cientista, lidando bem com números ajuda bastante. Mas, aforma de lidar com a situação, mostrando características distintivas, semaproveitar-se do momento para fazer política, e a capacidade de tranquilizar apopulação faz toda a diferença como um bom líder.

Questionado sobreo que o mantém acordado à noite, ele responde que como os alemães veem oshospitais desafogados, não compreendem que as lojas precisem estar fechadas. Segundoele as pessoas olham apenas para a situação local, e não para outros lugarescomo Nova York ou Espanha, o fazendo ser visto como o cara mau que prejudica aeconomia, chegando a receber ameaças de morte, mas o que o faz ficar acordado ànoite são os e-mails que recebe, com relatos de pessoas que dizem ter trêsfilhos, e preocupados com o futuro.

Por: Carola Santos

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários