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Deu no jornal

Deu no jornal

15/01/2025 às 03h16
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Mais um dia normal em São Paulo desde que o capitão/deputado/secretário de segurança do estado, Guilherme Muraro Derrite, assumiu a Secretaria de Segurança Pública no governo Tarcísio de Freitas. Os jornais exibem em manchetes de caixa alta que “mais uma criança foi morta por bala perdida no Morro do São Bento em Santos/SP”.

A velocidade das notícias publicadas em sites que buscam cliques através de imagens de pessoas mortas nas ruas por editores que não se preocupam com o impacto que elas têm na memória de outras crianças é o retrato de uma sociedade que deixou as páginas do jornal Notícias Populares para invadir programas de Ratinhos e Datenas.

Mas que bom seria, como escreveu o meu amigo Jorge Papapá em um poema que ele transformou em uma bela música, “Tá tudo bem, tá tudo legal/ Deu no jornal que o mal perdeu pro bem...”, “Mas o que eu vejo sempre na TV/ Diariamente leio no jornal/ É um matando outro por prazer/ E quem tem mais querendo sempre mais ter...”

Em 2024, as polícias brasileiras foram responsáveis por 16,5% das mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes no país. No total, foram registradas 4.944 mortes violentas de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, uma média de 13,5 mortes por dia. A taxa de letalidade policial entre jovens de 15 a 19 anos foi 113,9% superior à taxa verificada entre adultos. Esses dados refletem a gravidade da violência policial e a necessidade urgente de medidas para proteger as crianças e adolescentes no Brasil.

Eu, aqui do meu sertão na entrada do Raso da Catarina, onde Lampião e seu bando eram, no passado, notícia constante nos jornais da época, agora podendo ser visto tudo digitalizado, não me conformo com a constância das balas perdidas da polícia de São Paulo sempre acharem crianças para matar.

Que Deus tenha piedade daquele povo que elegeu Tarcísio e Derrite para serem os seus representantes.

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