
O clima político na Bahia esquentou neste fim de semana. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, aproveitou um evento em Salvador para disparar contra o ex-prefeito da capital, ACM Neto. Sem rodeios, Rui afirmou que o adversário está “meio perdido”, insinuando que Neto não consegue se posicionar com clareza no cenário político atual. A fala repercutiu imediatamente entre aliados e opositores, reacendendo a rivalidade histórica entre os dois grupos.
A declaração não foi apenas um ataque isolado. Rui Costa usou o momento para reforçar a narrativa de que o governo estadual e sua base política têm entregado resultados concretos, enquanto a oposição estaria sem rumo. Ao citar obras e programas em andamento, o ministro buscou contrastar a gestão petista com o que chamou de “incerteza” do projeto de ACM Neto. O tom direto e provocativo deixou claro que a disputa eleitoral de 2026 já começou, mesmo sem campanha oficial aberta.
Do outro lado, aliados de Neto reagiram com ironia, dizendo que Rui tenta esconder problemas do governo com ataques pessoais. A oposição argumenta que a Bahia enfrenta graves desafios na segurança pública e na economia, e que o ministro deveria se preocupar mais em resolver os problemas do que em atacar adversários. A troca de farpas mostra que o embate entre Rui Costa e ACM Neto continua sendo um dos eixos centrais da política baiana.
O episódio expõe a estratégia de ambos, Rui aposta na força da máquina pública e na narrativa de continuidade, enquanto Neto tenta se apresentar como alternativa viável diante do desgaste da base governista. A frase “meio perdido” virou combustível para os debates nas redes sociais, onde apoiadores e críticos se engajaram em discussões acaloradas. O resultado é um cenário político cada vez mais polarizado, com a Bahia no centro das atenções nacionais.
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