
O alerta foi dado na Câmara Municipal ao ser revelado que os gastos com pessoal da Prefeitura já alcançam quase 56% da receita, ultrapassando o teto de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo a lei, quando o índice chega a 51% a luz amarela já deveria estar acesa, e ao atingir 54% a situação se torna crítica. “Estamos além do limite, é uma forma irresponsável de gerir”, afirmou o parlamentar Jean Roubert, destacando que a consultora Fabiana também demonstrou preocupação com os números apresentados.
Roubert denunciou que a administração vem acumulando despesas sem contratos formais e realizando pagamentos por indenização sem assinatura, documentos que foram classificados como apócrifos. Ele relatou ter mostrado mais de cem páginas de registros irregulares à consultora, que ficou visivelmente alarmada. Para o vereador, a falta de planejamento e a desorganização no gerenciamento da folha de pessoal estão empurrando a Prefeitura para um colapso financeiro, com indícios de irregularidades que precisam ser investigados.
Além dos números, o vereador lembrou que a gestão enfrenta uma onda de exonerações e pedidos de saída de secretários e subsecretários, como William Scampio, Tarsiana, Alberio Calado, Caio Arruda e Gilmario Marinho, todos alegando não suportar o comando centralizador. Para Roubert, a soma de gastos excessivos, contratos suspeitos e a debandada de gestores revela uma administração sem rumo, que coloca em risco os serviços essenciais e penaliza diretamente a população.
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