
13 de junho de 2026 será lembrado como o dia em que o futebol brasileiro perdeu parte de sua alma. A estreia da Seleção Masculina na Copa, diante do Marrocos, terminou em um empate insosso de 1 a 1, com um resultado que, para muitos, foi lucro diante da apatia em campo. Faltou garra, faltou paixão, faltou o brilho que sempre fez do Brasil o país do futebol.
O que se viu foi um grupo de jogadores desconectados da essência do jogo. Meninos que um dia saíram da terra batida e da pobreza, mas que hoje parecem jogar apenas pelo peso das cifras. Transferidos para clubes europeus, deixaram para trás os dribles de rua, a alegria do improviso, o toque de gênio que nascia da necessidade. Dentro de campo, exibem um futebol burocrático, sem alma, enquanto fora dele ostentam riqueza e fama.
O técnico estrangeiro, imóvel à beira do gramado, assistiu à derrocada como quem observa um espetáculo que não entende. Nenhuma estratégia, nenhuma reação, nenhum lampejo de criatividade. O Brasil, outrora temido e admirado, virou motivo de chacota. A camisa amarela, que já foi símbolo de glória, hoje pesa como lembrança de um passado que parece cada vez mais distante.
E, no fim, resta o silêncio. Um silêncio que ecoa nas arquibancadas e nos corações de quem ainda acredita no futebol como arte e emoção. Que esse empate sirva de espelho, não para refletir a vergonha, mas para despertar o orgulho adormecido. Que o Brasil reencontre o menino que jogava descalço, o sonho que nascia na poeira, e o amor que fazia o futebol ser mais do que um jogo e ser poesia em movimento.
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