Brasil Eleições

Lula 47%, Flávio Bolsonaro 46% no segundo turno

Pesquisa mostra empate técnico entre os candidatos e revela um país dividido, com margem de erro de dois pontos percentuais

08/10/2026 06h41
Por: Redação Fonte: Dimas Roque
Imagem da internet
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Pesquisa mostra empate técnico entre os candidatos e revela um país dividido, com margem de erro de dois pontos percentuais. 

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira, 8 de outubro, a primeira pesquisa oficial do segundo turno das eleições presidenciais. O levantamento, realizado entre os dias 6 e 8 em 152 municípios, ouviu 2.520 eleitores e apontou Lula (PT) com 47% das intenções de voto contra 46% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, o que configura empate técnico. Brancos e nulos somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados afirmaram estar indecisos. O resultado foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02949/2026.

A divulgação mexeu imediatamente com os bastidores da política em Brasília. Aliados de Lula comemoraram a manutenção da liderança, ainda que mínima, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro destacou a “virada em curso”, já que o candidato reduziu a diferença em relação à última pesquisa. Analistas apontam que o alto índice de rejeição de ambos os concorrentes mantém o cenário instável e reforça a importância da disputa pelo eleitorado indeciso. Outro dado relevante é que 87% dos eleitores já se dizem totalmente decididos sobre o voto, o que limita o espaço para grandes mudanças até o dia da eleição.

As consequências da pesquisa vão além dos números. O clima de tensão cresce dentro dos partidos, que enxergam na disputa uma batalha de sobrevivência política. A margem apertada indica que cada gesto, cada declaração e cada movimento de campanha pode alterar o rumo da eleição. Em um país polarizado, o Datafolha expõe não apenas a divisão do eleitorado, mas também a fragilidade das estratégias tradicionais. O segundo turno se desenha como uma guerra de nervos, em que a confiança nas instituições e a capacidade de mobilização digital terão peso decisivo para definir quem ocupará o Palácio do Planalto.

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