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A crise e o vento sul. (Emiliano José)

A crise e o vento sul. (Emiliano José)

15/08/2011 14h20 Atualizada há 15 anos atrás
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É difícil mensurar as conseqüências da crise econômica que estamos vivendo. Será uma crise penosa, desagregadora, como diz a mestra Maria da Conceição Tavares, em entrevista recente ao portal Carta Maior. Uma crise mais próxima da aterradora depressão do final do século XIX, que durou de 1873 a 1918, do que do crack de 1929. É lição da professora ainda: a crise de 1929 encontrou liderança política à altura, como Roosevelt, que levou à frente o New Deal, que significou uma nova fase de desenvolvimento dos EUA.

Um Obama fraco, submetido aos republicanos e às sandices do Tea Party, não tem as mínimas condições de enfrentar a crise fora dos tresloucados parâmetros neoliberais. “Obama foi anulado pelo conservadorismo de bordel da direita norte-americana”, diz Maria da Conceição da Tavares, com propriedade.

Claro que se repete uma espécie de bordão sobre o fracasso das políticas neoliberais, o que hoje é mais do que evidente. No entanto, lamentavelmente, em todos os cantos onde a crise se apresenta mais gravemente, como nos EUA e na Europa, são eles, os neoliberais, que se encontram à frente dos destinos políticos de suas nações. E o remédio para a crise é mais do mesmo: corte de gastos públicos, ajuda aos bancos e a todos os grandes capitalistas que tenham sido atingidos pela turbulência, estímulo ao desemprego, privatização e aumento da carência dos serviços públicos. A população mais pobre e os trabalhadores são inevitável e gravemente afetados.

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