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Movimentação econômica do São João é tema do “Encontro com Gabrielli”.

Movimentação econômica do São João é tema do “Encontro com Gabrielli”.

21/06/2012 09h36 Atualizada há 14 anos atrás
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No seu comentário, o economista e secretário do Planejamentoda Bahia, José Sergio Gabrielli, fala sobre os reflexos do São João na economiabaiana respondendo a perguntas de ouvintes. A primeira delas foi feita por ummorador da cidade de Euclides da Cunha, que quis saber a razão do milhoaumentar de preço neste período do ano.
Gabrielli explicou que o milho, assim como o amendoim eoutros produtos típicos juninos, costumam ficar mais caros neste período.Contudo, este ano, por causa da estiagem prolongada e da vontade de algunscomerciantes de lucrarem mais com a situação, os preços ficaram ainda maisaltos.
 “É fato que mais de40% de toda a produção de milho da Bahia está em municípios diretamenteatingidos pela seca, o que significa que se o produto está mais difícil deconseguir e a procura é grande, a tendência são os preços aumentarem”, explicouo secretário.
No ano passado, por exemplo, a espiga custavaaproximadamente R$ 0,16 na mão do produtor, enquanto este ano já ultrapassa osR$ 0,30. O mesmo ocorre com o amendoim, cuja saca, em 2011, não passava dos R$80 e, este ano, em municípios como Feira de Santana e Salvador, écomercializado por mais de R$ 200. “Minha dica é pesquisar e pechinchar na horada compra”, sugere Gabrielli.
Outra ouvinte, Keytianne Souza, de Feira de Santana, quissaber se seu município, mesmo não tendo decretado estado de emergência porcausa da seca, pode ter a economia gerada pela festa de São João afetada. Emresposta, Gabrielli lembrou que já são mais de 245 municípios com estado deemergência decretado, o que representa quase 60% de todo o estado.
 “Todos vamos pagar umpouco mais caro neste São João, seja pela canjica de milho, amendoim ou peloslicores, cujas frutas têm origem nas cidades afetadas”, esclareceu osecretário. Segundo ele, de um modo geral, mesmo os municípios que nãodecretaram estado de emergência reduziram o valor investido na festa. A própriacidade de Feira, e outras como Amargosa, Senhor do Bonfim, Camaçari e Piritiba, diminuíram os investimentos ematé 70% em relação a 2011.
A ouvinte Leonor Bartiloti, de Senhor do Bonfim, uma dascidades mais procuradas pelos turistas, quis saber qual o impacto para omunicípio da redução no número de dias de festa, por causa da seca. Além deobservar que este São João será atípico para todos os municípios, por cair numfinal de semana, Gabrielli comentou que “no caso das cidades que reduziram osdias dos festejos, os ganhos para a economia local tendem a ser menores, mas emcompensação esses municípios podem receber uma quantidade maior de visitantesem comparação aos anos anteriores, já que em alguns municípios não vai haverSão João”.
Apesar das particularidades dos festejos juninos de2012,levantamentos apontam que, nos últimos quatro anos, os pacotes de viagemcom destino para a Bahia no período do São João triplicaram. Em relação aofluxo interno de pessoas, a Agerba estima que, este ano, 210 mil pessoasembarquem na rodoviária da capital rumo às cidades do interior. Para atender aesta demanda estão sendo disponibilizados dois mil horários extras  por dia.
 “Toda essamovimentação, evidentemente, gera um aquecimento na economia local”, pontuaGabrielli. Ele exemplifica com os casos de moradores que alugam suas casas epessoas que ganham renda extra vendendo comidas e produtos típicos, que namaioria das vezes são produzidos com matéria-prima extraída do própriomunicípio. “Além disso, grande parte do que as pessoas ganharem com o São Joãoserá gasto na própria cidade, movimentando a economia”, conclui. (Ascom/Secom)
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