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Prefeitos discutem ações emergenciais para combate à seca no Sertão.

Prefeitos discutem ações emergenciais para combate à seca no Sertão.

11/01/2013 16h09 Atualizada há 14 anos atrás
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Prefeitos discutem ações emergenciais para combate à seca no Sertão.

“Temos que agir rápido para que aunidade matriz produtiva do Sertão, que é a agropecuária, não entre em colapso,pois caso contrário, vamos viver dias terríveis na nossa região”, completou.Heleno Silva propôs, o quanto mais rápido possível, uma audiência com ogovernador Marcelo Déda, “para que olho no olho e, se for necessário irmos aBrasília, falarmos com o ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, parabuscar ajuda urgente para o nosso povo”.
Antônio Fernandes Rodrigues, o“Tonhão”, prefeito de Monte Alegre, reforçou o quadro preocupante apresentadopor Heleno Silva. Ele chamou a atenção que a seca não acontece somente agora,mas se repete todos os anos devido ao fator climático natural da região. “Aseca não é nenhuma novidade. Nós governantes, temos que encontrar soluções paraque o nosso povo sofra menos”, disse.
Como proposta, ele sugeriu à DESOque realize uma vazão na adutora que passa próximo à barragem do povoado VacaSerrada para que ela abasteça não só o município de Monte Alegre, mas tambémPorto da Folha e Poço Redondo. “Temos também os animais que estão morrendo desede. Em Monte Alegre, temos um parque público onde a maioria dos criados estápegando água nesse açude para o rebanho, e dentro de algumas semanas, essa águavai acabar”, relatou.
José Erivaldo, conhecido comoNeno, produtor rural de Nossa Senhora da Glória, lembrou que em 2007, naprimeira reunião do orçamento participativo do governo estadual em seumunicípio, pediu à então secretária Lúcia Falcon (Planejamento), para aimplementação de políticas estruturantes de recursos hídricos. De acordo comele, a produção de leite, que era de 800 mil litros por dia, diminuiu para 150,170 mil litros. “Isso representava uma injeção de R$ 25 milhões por mês naeconomia da região. Hoje, a situação é caótica e preocupante. Ou fazemos algumacoisa, ou o Alto Sertão será a nova região citrícola de Sergipe, que já foi amais rica do Estado e, devido à crise da laranja, hoje seu povo enfrenta amazela e miséria”, enfatizou.

O deputado federal Valadares Filho assumiu o compromisso de ainda no finaldesse mês, marcar uma audiência com o ministro da Integração Nacional, FernandoBezerra, para levar o documento aprovado no encontro, e assim solicitar açõesnão só emergenciais, mas também continuadas.

Ao final da reunião, os prefeitos apontaram reivindicações mais urgentes aogoverno estadual e também formaram uma comissão provisória para a criação deuma associação de municípios do Alto Sertão. Também ficou definido a realizaçãode uma outra reunião, com todos os 18 prefeitos, e com a presença do governadorMarcelo Déda, para a discussão de questões emergenciais.  Entre os principais pleitos apresentados estarão:

Duplicar o número de caminhões-pipa em cada município em situação deemergência;
Discutir com a DESO a vazão dasadutoras para o enchimento de barragens na região;
Solicitar à COHIDRO a escavaçãode mais poços artesianos;
Pedir ao governo estadual aampliação na limpeza das barragens e açudes;
Duplicar o número de cestasbásicas;
Retornar programa do governoestadual de limpeza de tanques individuais;
Discutir a execução de dívidasdos agricultores rurais junto ao Banco do Nordeste.
Além de Heleno Silva e Tonhão deMonte Alegre, estiveram presentes os prefeitos Verônica Santos Moura (NossaSenhora Aparecida), Roberto Araújo (Poço Redondo), Jonas Oliveira Santos (FeiraNova), Antônio Andrade (Gararu), Chico dos Correios (Nossa Senhora da Glória), Dr.Abílio (Porto da Folha) e José Nicarcio de Aragão (Graccho Cardoso,). Tambémparticiparam o secretário de Estado da Agricultura, José Sobral, o deputadofederal Valadares Filho, o deputado estadual João Daniel, além de técnicos dogoverno, produtores rurais, vereadores e lideranças comunitárias da região.
Fonte: Empauta
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