“A primeira postura foi exatamente uma pactuação entre todosnós em defesa da democracia, que eu considero que é o valor maior conquistadopelo povo brasileiro a partir de 1985 – e é como vivem as grandes nações, emdemocracia – e um compromisso nosso de amadurecer, cada vez mais, e fortalecera democracia brasileira, porque ninguém quer mais nenhum tipo de ditadura enenhum tipo de regime autoritário”, afirmou o governador.
Para Wagner, a reforma política é a mais importante. “Aclasse política deve isso ao povo brasileiro. A presidenta Dilma propôs umplebiscito para viabilizar a participação popular e ter um congressoespecífico, com a determinação de votar apenas a reforma política. Por queisso? Porque muita gente considera que com o Congresso que se elegeu com asregras atuais, fica impossível que os próprios deputados mudem aquela regra quefavoreceu a eleição deles”.
O segundo ponto da proposta da presidente, abordado pelogovernador, é o combate à corrupção. Wagner entende que o endurecimento dasleis que digam respeito à questão da corrupção devem ser “no sentido de, cadavez mais, além das ferramentas de transparência, além da gente fortalecer aspolícias, o Ministério Público, no seu mister de investigação, toda estruturaque nós temos da Receita Federal é, evidentemente, aqueles que forem capturadosem corrupção ter uma legislação mais dura na punição”.
Wagner avalia que, das reivindicações populares, a Bahia jáestá avançando, por exemplo, no setor de mobilidade urbana, “Isso nós jáestamos fazendo aqui com o metrô, com várias avenidas que estamos abrindo. Apresidenta Dilma abriu a possibilidade de mais de R$ 50 bilhões para obras nascapitais relativas à mobilidade urbana, ao transporte público e, portanto, euacho que esse é o grande grito na rua”.
O governador diz que o mundo inteiro reconhece os avançosconquistados pelo Brasil nos últimos anos. “A melhoria do salário mínimo, dopadrão de vida, mais gente tem casa, tem equipamentos dentro de casa”. Eletambém acha que a vida nas cidades, principalmente nas grandes cidades, piorou.“Por questões voltadas à segurança e por questões voltadas principalmente aotransporte público, onde as pessoas gastam duas, três, quatro horas, às vezes,para ir e voltar de casa para o seu trabalho. Então essa questão precisa seratacada”.
Na área de saúde, Wagner falou sobre a questão do número demédicos. “O Brasil tem um número de médicos para cada 100 mil habitantes muitoabaixo da média mundial e mesmo de alguns países aqui da América Latina. Daí adecisão dela de contratar – emergencialmente – médicos estrangeiros”.
Segundo ele, o Ministério da Saúde mostrou que vários paísesdo mundo têm um grande índice de médicos não-nacionais trabalhando, muitogrande. “Aquilo que aqui está parecendo uma panacéia, no mundo inteiro isso jáexiste. Países que tem 18%, 20% de médicos atuando no país que são de fora.
Na área de educação, Wagner disse que a Bahia se destaca.“Eu diria até que na área de educação é aquilo que a gente mais tem caminhado eprecisa aprofundar com a melhoria da forma de gestão. Então, eu considero que areunião foi muito positiva. Agora precisamos montar os Grupos de Trabalho ecomeçar a concretizar essas questões e discutir fundamentalmente no CongressoNacional – ou no plebiscito, como está proposto por ela – a questão da reformapolítica que, para mim, é a mais importante”.
O governador afirma que todos estão preocupados, querendodialogar, de tal forma que o movimento possa ser transformador para o bem. “Euvou manter a minha postura, garantindo o direito à manifestação e,evidentemente, o direito de ir e vir, o patrimônio público e o privado, porqueeu acho que democracia se faz fundamentalmente com diálogo e com a negociação.E eu insisto aqui que, durante a semana, vou buscar ter contato com liderançasdo movimento, de tal forma que a gente possa estabelecer um canal denegociação”.