“Não dá pra ficar na guerra fiscal. Ou trabalhamos de formaconjunta ou então não teremos capacidade de competitividade e essas disputasintrarregionais terminarão nos sufocando e se tornando impeditivas de nossodesenvolvimento”, declarou Lídice.
O debate mediado pelo presidente da CDR, senador InácioAruda (PCdoB-CE), foi proposto pelo Movimento Integra Brasil: Fórum Nordeste noBrasil e contou com a participação da professora Tânia Bacelar, da UniversidadeFederal de Pernambuco, Vivian Alcântara, presidente do Centro Industrial doCeará, e Armando Avena, professor da Universidade Federal da Bahia.
Na opinião de Lídice, o centenário do nascimento de RômuloAlmeida, a ser comemorado no próximo ano, enseja a ocasião ideal para oNordeste reinserir sua pauta no Congresso. “2014 é ano de Copa, de eleições edo centenário de Rômulo Almeida, ano de retomar a discussão do planejamentoenquanto ferramenta essencial de repensar o Brasil. E Rômulo Almeida incorporaisso tudo porque foi o primeiro planejador. Ao homenagear Rômulo em seucentenário, poderemos recuperar esse processo de modernização e renovação doplanejamento nordestino”, assinalou.
O advogado Rômulo Barreto de Almeida nasceu em 18 de agostode 1914, em Salvador. Foi membro do conselho consultivo da Chesf, presidente doBanco do Nordeste do Brasil, do MDB-Bahia, professor da Faculdade de CiênciasEconômicas da Ufba, da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, daEscola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas(Ebap-FGV). é autor de vários liuvrso sobre economia e planejamento, a exemplode “A experiência brasileira de planejamento”, de 1950.
Lídice defendeu uma série de medidas conjuntas, que, em suaopinião, proporcionariam as condições necessárias para a inserção do Nordestebrasileiro na pauta da integração nacional. Para a senadora, estão entre estasmedidas a adoção de um novo modelo das universidades públicas, a políticasalarial conjunta dos estados nordestinos para o funcionalismo público, amudança da tributação do comercio eletrônico, o compromisso no sentido deviabilizar e concluir as obras das ferrovias transordestina e Fiol.
Em relação ao transporte, Lídice apontou a falta de opções eo alto custo das passagens aéreas como um dos fatores de dificuldade deagregação entre os estados nordestinos. “É mais fácil a gente ir de Salvadorpara São Paulo e para o Rio que Fortaleza ou São Luís”, criticou a senadora,para quem o potencial turístico da região torna imperativa a adoção de umapolítica conjunta para o setor.
Outra distorção apontada por Lídice no plano iterregional éa questão da cultura, que, para ela, também precisa ser trabalhada de formaunificada. “A cultura do semiárido, que é riquíssima, acaba sendo subjugadapela cultura litorânea em todos os estados nordestinos.
A senadora baiana também pediu o apoio dos congressistaspara aprovar na Câmara projeto de sua autoria a nova regulamentação das Zonasde Processamento de Exportação. O PLS 764/2011 (http://lidice.com.br/?p=3634)foi aprovado pelo plenário do Senado na noite desta terça e segue para votaçãona Câmara, onde Lídice prevê uma “nova batalha” contra os estados com parqueindustrial mais desenvolvido, contrários ao projeto. “Nós do Nordeste vamosficamos chatos porque insistimos em políticas que não tratem os desiguais deforma igual, como diria Ruy Barbosa”.
Assessoria da senadora.