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Não há Passaralho que salve a incompetência,

Não há Passaralho que salve a incompetência,

02/08/2013 10h59 Atualizada há 13 anos atrás
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Desta vez, segundo comunicado da própria empresa, 150cabeças foram cortadas, algumas revistas "descontinuadas", para usara linguagem paupérrima e abominável desses "empreendedores".
Com as medidas que tomou, a Abril revela que a crise nosetor editorial é uma das mais profundas já vistas no Brasil.
E, pior, não há nada que indique que termine tão cedo.

As causas, porém, não devem ser creditadas a fatoresexternos ao dia a dia das empresas, como, por exemplo, um desaquecimentoeconômico, esse mesmo tão alardeado pelas suas próprias publicações.
Isso porque esse país que a Abril, Estadão, Folha, Globo eque tais fazem questão de mostrar aos seus leitores simplesmente não existe, éuma ficção criada por eles na tentativa de, como partidos políticos informaisque são, vencer a disputa pelo poder político, defenestrar os trabalhistas doPalácio do Planalto, derrotar, enfim, o projeto que pretende resgatar o Brasilde séculos de injustiças e desigualdades sociais e econômicas.
A razão principal para o desajuste nas contas desse impérioda informação, controlado por meia dúzia de famílias, é que, simplesmente, elessão péssimos administradores de seus negócios.
Talvez porque seus olhos estivessem embotados pelo ódio aosinimigos na guerra que declararam às forças progressistas desde que o Brasil selivrou da ditadura militar, eles foram incapazes de acompanhar astransformações tecnológicas verificadas no mundo, não conseguiram perceber quea internet se constituía na revolução mais importante da civilização dosúltimos tempos.
Apegados ao conservadorismo exacerbado, se deixaramatropelar pela história - e hoje estão a um passo, um mísero passo, de virarem,eles próprios, história.
Não conheço um só jovem que assine um jornal ou uma revista.
Em compensação, todos usam, com toda a naturalidade,smartphones, tablets, notebooks, todos participam de redes sociais, secomunicam das mais variadas formas instantaneamente, sabem muito mais do que sepassa no planeta, pelo menos sobre o que interessa a eles, do que a maioria dosjornalistas que se julgam formadores da opinião pública.
Esse fato, por si só, é mais expressivo que dezenas de teoriasque se formulam sobre o tema.
E leva a uma conclusão óbvia: os impérios da comunicação,como todos os impérios que já existiram, vão desaparecer.
Pode ser daqui a poucos anos ou demorar mais.
O destino, porém, é irremediável.

E, para a desgraça desses executivos geniais, dessesluminares da administração, não há Passaralho, por mais faminto que esteja, quepossa dar jeito.
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