Era meio dia quando foifeito a troca deles pelo embaixador americano. Aquele foi um dia marcante paraa história brasileira. A política tinha tomado um rumo sem volta e enquantoseus familiares ficavam para trás, homens e mulheres que entregaram a suajuventude na luta por melhorias para a população do seu país eram expulsos porterem se rebelado contra as injustiças cometidas pelos militares. Entre elesestava um magrelo que mais tarde seria um dos responsáveis por conduzir a políticainterna do partido que mudou a cara do Brasil.No ano de 2005, por conta dadisputa pela indicação de um diretor da Eletrobrás, que dizem seria de direitodo PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, o caldo entornou. O Roberto Jefferson,presidente da legenda, acusa o ministro da Casa Civil de segurar a nomeação.Neste tempo surge na imprensa a denúncia, com direito a vídeo, mostrando opagamento de propina a um indicado, o ex-chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho,pelo partido na Empresa dos Correios e telégrafos. Jornais, impressos e ainternet são inundados com informações sobre o caso. Em determinado momentofica difícil de saber o que é verdade e o que é só especulação.
A ira se abate sobre Jeffersonque resolve dar uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Para dar o trocoele afirma que o governo tem um esquema de pagamentos a deputados e senadores,que receberiam para aprovar projetos do executivo. A semana posterior apublicação talvez tenho sido a mais turbulenta da era PT. Muitos acreditavam naqueda da República. Estava criado o termo “mensalão”. Palavra mais usada pelaimprensa em todos os tempos, para se referir à política da corrupção. Uma coisadeve ser dita, as provas apresentadas até hoje, demonstraram que a denúncia nãose sustenta e que no máximo indica o uso de caixa 2 para campanha eleitoral.
Criado o circo. Doisdaqueles bravos jovens revolucionários foram envolvidos nas denúncias. Estavamagora sendo cassados implacavelmente pela justiça. Eles negam terem participadode qualquer movimento dentro do governo para pagamento de propina. A justiçanão pensou assim. Foram parar em um julgamento televisionado ao vivo porempresas de televisão, que a cada palavra proferida contra eles, coloca um“especialista” para destilar seu veneno.
Zé Dirceu e José Genuíno,cassados pela ditadura militar no Brasil, são sobreviventes das torturaspraticadas nas cadeias, estão, sendo cassados novamente. A tortura agora não é noPau de Arara, o DOI CODI nestes tempos usa capa preta e senta na sala da CasaGrande no planalto central do país. Ela é praticada por novos senhores deengenho.Se não conseguiram antes derrota-los nas lutas das ruas, a justiça estásendo usada para cassar, praticar a tortura mental e possivelmente condena-los.Algo que nem a ditadura conseguiu fazer.
Ouvir o ministro LuísRoberto Barroso do Supremo Tribunal Federal, em seu voto afirmar que sabe queGenuíno é inocente, ao declarar, "lamentocondenar homem que jamais lucrou com a política", mas ao mesmo tempoaceitar ver a maioria dos algozes condena-lo, é triste, é nojento.
Já o Zé Dirceu foi acusadode algo, que depois seu próprio acusador em juízo negou, ter dito, oinocentando. Mas dia após dia está sendo torturado, e possivelmente será preso,ele e Genuíno, como forma de revanche por ter um dia se colocado contra a elitedominante para que o Brasil tenha hoje menos miséria em suas cidades. O líder estáferido!
A indignação se abate sobremuitos militantes do Partido dos Trabalhadores e de boa parte da populaçãobrasileira. Não podemos nos abater, temos que demonstrar a nossa insatisfação,seja através de e-mails, redes sociais na internet, salas de aula ou ruas. Épreciso falar, gritar aos quatros cantos do mundo que Zé Dirceu e José Genuínoestão sendo condenados injustamente. Se pecados políticos eles tem, saibam todosque não são estes de que estão sendo acusados pela justiça e pela grande mídia.
Nós queremos um julgamentojusto!
Liberdade para Dirceu eGenuíno!