Na oportunidade os assentados apresentaram váriasreivindicações, entre elas o acordo que foi feito na ultima invasão entre representantes da Prefeitura Municipal, doAssentamento e representada a Policia Militar, representada pelo Cel. PMJosemar Pereira, Comandante do 20° Batalhão da Policia Militar. As partesinstaladas a conciliação acertaram:
(1) O município disponibilizaria médico ao assentamento acada 15(quinze) dias.
(2) O município disponibilizaria um veiculo vinculado aoposto de Saúde do Umbuzeiro, localizado a 3 km do Assentamento, paraatendimento de portadores de necessidades especiais e os casos de urgência eemergência do município. Caso o município não atendesse as emergências omunicípio pagara multa diária de 2.000,00 (dois mil reais).
(3) A coleta de lixo do Assentamento seria realizada dentrodo atendimento do termo firmado entre Município e Ministério Publico Estadual.
(4) A liderança do assentamento realizaria, em parceria como município, o cadastramento nos assentados no PSF do Umbuzeiro entre os dias15 de abril e 15 de maio.
(5) A liderança do Assentamento realizaria o levantamentodos alunos matriculados nas escolas estaduais e municipais, para que tenhatransporte escolar suficiente para os alunos daquela comunidade.
(6) O município se comprometeu a realizar procedimentolicitatório em curso.
O acordo foi homologado, porém o municipio não vem cumprindocom o que foi acordado com o Assentamento.
De acordo com o Diretor Estadual do MST, Zé Menezes, oAssento Antonio Conselheiro está vivendo em meio ao caos: “Não possuimosSaneamento básico, que é o conjunto de cuidados que se tem com a água, o esgotoe o lixo. Esses cuidados são fundamentais na manutenção da saúde e do bem-estarda população. Afinal, todos nós gostamos de um ambiente saudável, limpo eorganizado.”
O Coordenador do Assentamento, Epifânio Barros relata que oacordo realizado “Não foi o que se esperava. Porém o primeiro passo foi dado,para quem nunca se teve nada foi um acordo mais ou menos. Nós queríamos médicopelo menos uma vez na semana, mas esperamos não ter que invadir mais nenhumórgão público e que o Prefeito em exercício assuma o que foi acordado perante oJuiz desta comarca.” Ainda segundo o Coordenador, eles não possuem AgenteComunitário de Saúde e constantemente esse moradores tem passado por grandesdificuldades devido à falta de serviços básicos deste setor. Salientando que nalocalidade residem 227 familias (aproximadamente 1500 pessoas).
A ocupação não tem dia para acabar, o Prefeito não seencontra no município.