E foi neste quesito, o de pessoasenvolvidas na produção do material para a TV que as respostas foram as maiscontundentes. Perguntados o porquê de deixarem de ver novelas, a mãe respondeuque, “hoje, diferente do passado, os autores usam suas próprias experiências eneuroses pessoais, seus desejos incontidos ou exposto, para tentar levar aogrande público o que eles acreditam ser liberdade de expressão. Quando naverdade estão tentando ser aceitos pelo grande público. Forçando uma situação,desrespeitando a sociedade brasileira”. Ela ainda lembrou a defesa que é feitapela minoria, em detrimento da maioria esmagadora da população, que fala queprecisam ser aceitos, quando na verdade usam uma concessão pública para falarseus desejos pessoas. O filho do meio, lembrou de uma foto exposta na internetde um autor de novelas da Globo onde estava com um tipo de biquíni, e falava desua condição de homossexual. Ele também falava da busca incessante peloprimeiro beijo gay em uma novela.
O cientista buscou nas notícias,mais especificamente no Jornal Nacional a causa de abandonar as informaçõesvinda da Platinada. “A Globo tomou partido político. Basta assistir uma dasedições de qualquer um das suas atrações jornalísticas. Eles tem lado, e se nãoé o meu lado eu não me interesso pelo que eles dizem. Não há contraditório.Falam a mesma coisa todos os dias, como se o criador dos textos usassem oartifício da cópia para distribuição as redações”. E para justificar sua teoria e direção sacaos conhecidos “especialistas”. Alguns deles se notabilizaram por conhecerem detudo, do preço da carne, a guerra no Iraque. O que parece importar é atacar o“opositor”.
E chegamos ao “beijo gay” danovela. A conclusão que todos chegaram é que não muda nada na vida do povo, masdeve ter sido motivo de gozo para o autor da novela, o diretor e algunsdaqueles que viram na cena a possibilidade do “liberou geral” na TV Brasileira.
E uma última análise da pesquisacientifica na casa dos Roques é a de que, tá faltando bons escritores, daquelesque buscam histórias junto da população, daqueles que usam suas lembranças eseus conhecimentos para expor na telinha. Hoje sobra cenas, falas e cenáriosque induzem a sociedade ao novo. Um novo velho conceito do “o que é bom para mim,é bom para todos”.
Para finalizar, o levantamentosócio científico da pesquisa tão abrangente, mostra que entre ser classificadode homofônico ou de viado, basta discordar do que o outro pensa. Então quecada um continue gostando e aceitando o que acha ser correto. Os que não gostamde cenas como beijos entre pessoas do mesmo sexo, que sejam respeitados, e osque colocam este tema nas novelas, que tenham os seus direitos. Na verdade,nesta briga social, quem vem mesmo perdendo é a Globo e sua audiência. Umamostra de que, no jornalismo, e no entretenimento, a maioria não está gostandonada do que está vendo.