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Para não esquecer a Marcha da Família.

Para não esquecer a Marcha da Família.

26/03/2014 08h36 Atualizada há 12 anos atrás
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Para não esquecer a Marcha da Família.
A polícia militar informouque 500 pessoas passearam por ruas de São Paulo protestando. Em Recife foram 20.Em Minas Gerais 5. Em Santa Catarina 3. Na Bahia não se teve notícia de quetenha aparecido alguma viúva da ditadura vagando pelas ruas. Em Sergipe táconfirmado, ninguém passou por este vexame.
O maior embate foi mesmo nomundo virtual. Dias antes da propagada marcha, que depois foi apelidada de“murcha”, dois grupos distintos buscavam achincalhar o outro. A muito deixaramde discutir política e partiram o ataque. De um lado aqueles que diziam queiriam as ruas, o que vimos depois não ter acontecido. Estes pregavamabertamente o retorno de um governo a ser comandado pelos militares. Não vouaqui falar o nome de nenhuma dessas pessoas, até porque sempre defendi que aocitarmos essas pessoas, estamos a fazer propaganda delas e do que fazem. Muitasperolas foram distribuídas por eles. Uma delas foi a de uma jovem garota quedeclarava que o Governo da Presidenta Dilma era Chavista. Me desculpe aignorância, dela, claro, mas essa moça não deve estar tirando boas notas nasescola onde frequenta. Em história deve ter levado uma bela nota vermelha. Epor falar nesta cor. O outro grupo, defensor do atual governo federal e de suasações, partiu, desde os primeiros momentos a zombar da proposta oferecida.Foram muitos os chamados “memes” distribuídos. Hora profissionalmente, horafeitos por bravos guerrilheiros virtuais, que passam horas na frente docomputador defendendo o legado dos governos do Partido dos Trabalhadores.
As ruas mostraram que não háespaço para retorno a de uma ditadura em nosso país. Mostraram também que,mesmo discordando do que eles pensam e fizeram, o direito de protestar foi garantidoa estes poucos. Foi a reafirmação de que estamos vivendo um estado democráticono Brasil. Se declaro ter vergonha alheia pelo ridículo que passaram, me sintona obrigação de dizer que estou feliz por ver estas pessoas nas ruas. Mostraque tudo pelo que lutei durante a minha juventude, e continuo a lutar aindahoje, valeu e vale muito. Aqueles dias e noites não foram em vão.

Distante de tudo isto, oparticipante mais importante na marcha não foi visto em nenhuma destas cidades.Deus, o Senhor supremo, amado por todos, mandou avisar, via o cartunistaAlpino, que não estaria presente. O supremo, e não o Joaquim, que se acha,tomou partido da maioria esmagadora do povo brasileiro. Abandonados por Deus,as viúvas choram na lápide golpista.
Dimas Roque
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