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Maçãs produzidas no Vale do São Francisco chegarão ao mercado em 2016, afirma produtor.

Maçãs produzidas no Vale do São Francisco chegarão ao mercado em 2016, afirma produtor.

02/06/2014 09h03 Atualizada há 12 anos atrás
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Maçãs produzidas no Vale do São Francisco chegarão ao mercado em 2016, afirma produtor.
Pavesi é um dos produtores cujo lote está em área de cultivoexperimental de projeto em parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia deDesenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) paradesenvolver, no Submédio São Francisco, cultivos alternativos como maçã, pera,caqui, cacau, rambutã.
“Acreditei no projeto e vejo que a região tem potencialprodutivo. A maçã já tem seu processo consolidado. O plantio da fruta começa nopróximo ano e em 2016 já teremos maçã nordestina do Vale do São Francisco nomercado”, aposta o produtor, um dos palestrantes do seminário Novas Frutíferaspara o Semiárido Irrigado, que integrou a programação da 25ª Feira Nacional deAgricultura Irrigada (Fenagri), evento que vai até sábado (31) em Petrolina.
De cinco variedades testadas para o plantio da maçã nosperímetros irrigados da região do Vale do São Francisco, duas serão postas nomercado: eva e princesinha.
O seminário debateu as novas culturas que estão sendotestadas na área irrigada do Vale do São Francisco. Frutas como pera, maçã ecaqui estão em processo final de experiência para tornar essas culturas viáveiscomercialmente.
A diversificação de novas frutíferas para a região irrigadavem sendo testada em áreas do perímetro irrigado Nilo Coelho para odesenvolvimento da experiência. Uma dessas áreas pertence a Pavesi, agricultore engenheiro agrônomo, 50 anos, sendo 30 dedicados a produzir no Vale do SãoFrancisco.
Pavesi tem um lote empresarial com 60 hectares produzindouva e manga. Desde 2011, ele cultiva meio hectare de maçã e meio hectare depera dentro do projeto de viabilização das novas culturas para a região.
De acordo com os testes, a melhor época para a colheita damaçã ficará entre agosto e setembro. Por isso, nessa terceira safra daexperiência, será feita a antecipação da colheita diferente das primeirassafras em que foram colhidas nos meses de novembro e dezembro. “Mesmo tendo aconcorrência de outras regiões produtoras, é nesse período que descobrimos umamelhor qualidade da fruta”, explicou André Pavesi.
Outro grande entusiasta da nova fase da fruticulturaregional do polo Petrolina-Juazeiro é o produtor Milton Bin, que também temárea testada com pera, maçã e caqui. Milton também falou com entusiasmo dasnovas frutíferas para uma plateia formada por profissionais da área,pesquisadores e estudantes. Ele acredita que o caqui é considerado a mais exóticapara a região, das culturas em experiência, e deverá ser a que agradará mais ogosto local.
“Temos que buscar as novas potencialidades para a região. Auva e a manga já estão consolidadas e, no caso do caqui, acredito que cairá nogosto da população”, frisou Milton, que planta em área irrigada do Nilo Coelhoe que pretende levar a experiência para uma área do perímetro Salitre, emJuazeiro (BA), perímetro também implantado e gerido pela Codevasf.

Outro entusiasta também do perímetro Nilo Coelho é o produtorHiroto Yukihare que, além de disponibilizar um espaço de seu lote para osexperimentos da Embrapa, ele resolveu apostar também nas novas potencialidadespor conta própria. “Tenho um hectare com pera e outros dois que estouutilizando fora da parceria com a Embrapa por acreditar que as novas culturasserão viáveis em nossa região”, contou durante o seminário.
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