As pesquisas vinham indicandoDilma brigando para decidir no primeiro turno, Aécio com corpos de desvantagense Campos como o coadjuvante a proporcionar o 2º Turno.
Lastimavelmente, dada à perda daliderança emergente, Eduardo faleceu em acidente aéreo, se abriu novoshorizontes na política nacional com a entrada de Marina na disputa eleitoral. Arecém-lançada candidata presidencial desbancou Aécio e passou a se vislumbrarvitória dela no 2º turno sobre Dilma. No dia imediato a sua indicação comocandidata em substituição a Eduardo, ela defenestrou o coordenador da campanha do PSBque xingou por todo lado.
Passado o impacto da morte deEduardo Campos e sua substituição por Marina, em primeiro momento apareceu umacandidata avalassaladora que começa a mostrar certa de falta de consistência eclareza do que pretende ser o novo Brasil por ela pregado. Marina passou demera assistente como candidata a vice para ser vidraça e começou amargar suaspróprias contradições. Dilma e Marinatem em comum a mesma paternidade política, Luís Inácio da Silva. Nenhum delasteria vida política própria sem ele.
Como o projeto Aécio Neves vinhafazendo água a entornar o barco, o surgimento de Marina era tudo o que queriaquem se diz: “Hay Lula soy contra”.Passado o primeiro momento da euforia Marina não vem sabendo desvencilhar-se desuas próprias contradições. Não tem um projeto definido para o novo Brasil.
Estive acompanhando os debates enoticiários televisivos e o que ouça dela é que o Bolsa Família é bom e vai sermelhorado; o projeto Minha Casa e Minha Vida é bom e vai ser melhorado; o SUS ébom e vai ser melhorado; o programa Mais Médicos é bom e vai ser melhorado epor ai afora, o que vale dizer, vou continuar o que Lula fez.
Marina que era tudo alegriacomeçou a pagar seus próprios pecados. No trato sobre política LGBT e dasusinas nucleares mostrou insegurança. Na primeira arremetida do Pastor Malafiaela alterou seu programa de governo para não se incompatibilizar com osevangélicos que ela também faz parte. Noutro ângulo, ela se recursou a divulgaros nomes das pessoas, empresas ou instituições que pagaram a ela por suaspalestras, faltando transparência a quem pretenda ser o cidadão acima dequalquer suspeita..
O Brasil de Jânio Quadros eCollor de Mello não foram os melhores exemplos para o Brasil e Já se ligaMarina às figuras deles. Ambos fizeram campanhas dizendo combater a corrupção,o primeiro com a vassoura, e o segundo com a ira contra os marajás. Deu no quedeu. Ambos renunciaram.
As pesquisas divulgadas na noitede hoje, 03.09, dão conta de certa tendência para Marina patinar e recuperaçãode Dilma. Todo mundo fica apreensivo com os números divulgados nas pesquisas deopinião dos eleitores como se elas fossem determinar a vitória de quem estejaem primeiro. Pesquisa tem várias interpretações e com toda sua carga cientificanão é capaz de adentrar no subjetivo das pessoas. Ela revela tendência e suasflutuações. Apenas isso. Quem vai decidir em quem votar é o eleitor.
Temos o mês de setembro pelafrente e mais os cinco dias de outubro. Via de regra, eleições são decididasnos últimos dez dias, reta de chegada,quando cada candidato buscam os indecisos e esses se definem até na hora devotar. Embora não sendo cientistapolítico, não acredito nas simulações do 2º turno antes da realização doprimeiro. O segundo turno é uma nova eleição que não guarda relação com aprimeira, exceto a escolha dos dois candidatos mais votados.
Creio que poderá faltarconsistência Marina lhe garantir uma estabilidade eleitoral. Tenho para mim queela deveria dizer como vai governar ecom quem vai governar. Em um dos debates entre os presidenciáveis ele fez referenciaa serra como a integrar o seu governo, aliás, como defendeu hoje o “baratatonta” do Roberto Freire. Mesmo um tanto cansado com a política PSDB X PT, nãome influencio em primeira hora com qualquer candidatura. Se o novo nãodemonstrar coerência e isso não vou encontrar, vou continuar do lado da mesmaparede das últimas eleições.
PauloAfonso, 03 de setembro de 2014.
FernandoMontalvão.
MontalvãoAdvogados Associados.