Mas Binho foi mais do que ummoleque, ele deu a vida sentido. Para ele o que importava era o momento, e serfeliz. Muitas vezes dizíamos que não podia comer doce, mas ele os comia edegustava de tal maneira, que havia sentido naquele prazer. Ou quando tomavarefrigerante, e mesmo os amigos e familiares reclamando, Rosevaldo Vieira Gomesos tomava e os degustava. Nunca de forma definitiva, mas sabendo que poderiaamanhã fazer tudo novamente.
Nós sabíamos que havia umaluta interna contra seus rins. Mas Binho fez tamanha amizade com a sua vida,que ela o fez permanecer entre nós por todo o tempo que lhe foi possível.Muitas vezes ele fraquejou, mas a vida, a essência, o sopro divino, não oabandonou. Ela o manteve entre nós para que pudéssemos ver como a felicidadepode permanecer em um ser humano.
Confesso, eu estava brigadocom meu amigo, e tive a oportunidade de falar com ele na semana passada, masnão o fiz. Nem ele, nem eu! Muito porque fomos tão parecidos. No amor pela vidae em não querer dar o primeiro passo. Hoje Ângela me falou que o encontrou, comsua atual esposa, em um supermercado. Ele falou alegremente com ela. Perguntoupor um de nossos filhos e me mandou um abraço. Estou triste, muito triste,porque não nos demos este momento antes de sua partida. Mas “Roseta”, saiba queeu te amei muito como amigo e irmão. Te pedir perdão agora por não ter feitoisto, soa como algo piegas, até para mim. Eu quero é que todos saibam, quepartiu ao encontro do Pai mais uma pessoa que, com a camisa do Fluminense chegapara animar o Céu.
Que os anjos te recebam comfesta meu amigo!