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No segundo turno voto em Dilma.

No segundo turno voto em Dilma.

25/10/2014 08h13 Atualizada há 12 anos atrás
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Nestes últimos 20 anos, o país passou por diferentes experiênciasno governo federal que precisam ser comparadas. Fica muito difícil não olharpara o retrovisor, para escolher o candidato,  nesta ferrenha e polarizada disputa no 2º  turno das eleições presidenciais de 2014.
No poder de 1994/2002 a política neoliberal implementadapelo Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB deixou  graves seqüelas. A economia era comandada peloneoliberalismo. Seus gestores tentavam nos convencer que o mercado daria contadas grandes e graves questões nacionais. Quem não se lembra dos cortes nosgastos públicos em obediência irrestrita aos fundamentos do Fundo MonetárioInternacional - FMI? Na redução dos subsídios e no aumento dos juros? Comodiziam na época, tudo para atrair a confiança do capital financeiro, e assimcom novos investimentos alavancar o crescimento econômico.
Basta um pouco de memória, ou mesmo consultar os jornais erevistas da época, para se lembrar do desemprego que dobrou nos 8 anos deFHC/Aécio, trazendo a fome e a miséria para a população.  Os escândalos de corrupção, aasprivatizações, o sucateamento dos serviços públicos, a inflação alta e oaparelhamento do Estado,
Para comentar apenas o que se passou em duas áreas, de meumaior envolvimento profissional, vejam bem o que aconteceu em relação àpolítica energética e na educação superior. A política neoliberal adotada comrelação à questão energética foi catastrófica.  Neste período a energia elétrica, até entãoconsiderada um serviço essencial, foi transformada em mera mercadoria. Ocorreua mercantilizarão deste que é um bem essencial na vida das pessoas, a energia.O desmantelamento e sucateamento do Ministério de Minas e Energia, responsávelpelas diretrizes no setor energético brasileiro acabou levando ao racionamentode energia de 2001/2002. Neste setor também se dizia que o mercado resolveriatudo. E deu no que deu. O povo brasileiro jamais esqueceu.
Na área da educação superior outra grande catástrofe. Quemnão se lembra do legado do ministro Paulo Renato, Ministro da Educação dogoverno FHC/Aécio?. Durante oito anos nenhuma nova universidade federalfoi criada. Nenhum concurso público para professores universitários foirealizado. Deixou um déficit de 7.000 professores.  Mas se isto não fosse suficiente, vejam agorao que ocorre em São Paulo governado pelo partido político do senhor Aécio. Asuniversidades paulistas mais bem classificadas no ranking mundial estãofalidas. O governo do estado é responsável sim, pois é o governador quem indicaos reitores. Muitas vezes indicando aqueles menos votados pela  comunidades universitária.
Não voto em candidatos do Partido dos Trabalhadores parapresidente da república, desde o primeiro mandato do presidente Lula, que aoassumir como primeiro ato, enviou ao Congresso Nacional a polêmica e mal vista, Reforma da Previdência, retirando direitosdos trabalhadores. Um total contra-senso, visto que inúmeras reformasestruturais, a meu ver, eram prioritárias. Foi emblemática esta ação que acabousinalizando como seria o governo petista.
A desilusão foi grande, pois filiado ao PT naquela época,acreditava que com a ascensão ao poder central seria possível iniciar umprocesso de implantação de uma nova forma de fazer política em nosso país.Rompendo assim com tudo que estava arraigado de mais retrogrado e atrasado.
Mesmo  nestes anostodos fazendo oposição as políticas e ações dos governos petistas, nesta horadecisiva para o Brasil não poderia me furtar de escolher entre um lado e outro.Pensei até em anular o voto.  Mas aoanalisar toda a historia recente, e estar convicto que depois do dia 26 deoutubro estarei na oposição a esquerda daquele(a) eleito(a) para governar opaís, declaro que votarei para presidenteem Dilma 13.
Heitor Scalambrini Costa - Professor da Universidade Federal de Pernambuco.
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