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Os pilotos de prova da democracia. (Luiz Eduardo Costa – Jornalista e Ouvidor Geral do Estado de Sergipe)

Os pilotos de prova da democracia. (Luiz Eduardo Costa – Jornalista e Ouvidor Geral do Estado de Sergipe)

02/01/2015 16h57 Atualizada há 12 anos atrás
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 A autoria desta  frase é incertamente atribuída adiversos  políticos, mas, o que se tem  bem sabido, é que ela surgiu   após o fim do Estado Novo quando o paísatravessava o inseguro período de redemocratização,  A democracia não é uma ¨plantinha  tenra ¨ apenas no Brasil, na verdade, ochamado  talvez um tanto ufanisticamente,  sistema de governo do povo para o povo  e pelo povo, é uma experiência muitorecentemente incluída no processo civilizatório de alguns países,  na sua grande maioria ocidentais edesenvolvidos.
A História da humanidade se confunde com as biografias dedéspotas, esclarecidos uns poucos, e não esclarecidos, quase todos.
A feição autoritária ou mesmo totalitária é quase a mesma,surgindo desde os primórdios da civilização até o período dito moderno, em que,tendo chegado ao clímax do progresso tecnológico, a humanidade colocou atecnologia à serviço da sua própria destruição. Por trás das hecatombes dosséculos 19 e 20, estava o germe nefasto da visão totalitária a contaminar asociedade quando, este ano fez 100 anos, Alemanha, França , Inglaterra  e Rússia se engalfinharam na guerra que foi a primeira mundial, o Kaiser alemão  e o Tzar russo eram dois autocratas, enquantoa  França e a Inglaterra definiam-se comopaíses democráticos, mas , tanto os russos, e alemães, como os ingleses efranceses foram morrer pela pátria sem saber exatamente porque morriam.
A democracia como idéia e prática efetiva da soberania popular,tem sido apenas um ensaio registrado num curto espaço de tempo, do qual asúltimas gerações participaram como se fossem pilotos de prova, sofrendo as consequênciasde bruscos retrocessos, aqueles riscos representados pelas recorrentesinvestidas dos sempre inadaptados a esse novíssimo modelo de convivênciahumana, fundamentada no pluralismo, no voto livre e na igualdade de direitos.
Esses que odeiam a democracia fazem coisas assim, como asmanifestações que estão acontecendo em cidades brasileiras, sempre, e felizmente,com menos de cem pessoas pedindo intervenção militar, ou seja, mais umaditadura. Talvez sonhem com um Jair Bolsonaro alcançando o posto de grandecoiceiro da República.
 A democracia tem essacaracterística singular que é tolerar, ou melhor, assegurar, o pleno direito   de quem deseja sepultá-la.
Resta saber se os que renegam a democracia, vivendo, depois,na ditadura que pediram, teriam o mesmo direito de, arrependidos, clamarem pelavolta do regime que ajudaram a suprimir.

Luiz Eduardo Costa – Jornalista e Ouvidor Geral do Estado deSergipe.
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