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Antes do Moro.

Antes do Moro.

20/04/2015 14h07 Atualizada há 11 anos atrás
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Não satisfeitos esentindo-se intocáveis, eles partiram para dominar o resto da Europa. Foi aprimeira derrota. Pois não conseguiram seu intento. Há também a informação deque aquele povo converteu-se ao islamismo após o contato com árabes vindos doOriente Médio. E ai espalharam os mandamentos do profeta Maomé. Os Cristãos nãoficaram nada satisfeitos com esse avanço religioso e cresceu o sentimento antimuçulmano,nos territórios ocupados. Na Espanha, os mouros tiveram que enfrentar El Cid, umherói na luta pela libertação de seu povo. É que sempre que um ditador, nestecaso os mouros, surge em algum lugar, aparece sempre alguém para o enfrentar edar um basta em seus crimes. Lembram o caso de Davi e Golias? Quando todo umexército se dobrava de medo, diante do gigante, um soldado franzino seapresentou para o enfrentar. E o resultado todos nós já sabemos. E como éhistórico, toda ditadura tem um dia o seu fim. No caso dos mouros, elaaconteceu no ano de 1492.
No Brasil o CongressoNacional fez o papel dos Ibéricos, e foram dando, através de emendasconstitucionais, poderes ilimitados a cada ano a justiça. Hoje temos promotorese juízes em cidades e que não receberam um só voto na urna. A toda hora chamamprefeitos e secretários como se seus gabinetes fossem a antessala do mandatáriodas prefeituras. Dizem, “tem que construir aquilo ali. Tem que parar tal obra.Calçar a Rua. Comprar remédios que faltam na farmácia básica. E nem estãopreocupados se o orçamento suporta. A todo momento é sugerido um TAC – Termo deAjuste de Conduta, ou “entraremos com um processo de improbidadeadministrativa”. Como se a chantagem estivesse na literatura forense como algolegal.
Criado o “Bicho-Papão”,agora temos o Moro, juiz de primeira instância que, percebendo a fragilidade dosistema jurídico, anda dando golpes de canetas direcionados a um só Partido.Mas isto acontece por dois fatores: os acusados e apresentados à execraçãopública, são Petistas. E se até na alta corte do país, o Supremo TribunalFederal, a injustiça foi praticada contra um réu, Zé Dirceu, que não tinhacontra ele uma única prova do delito ao qual estava sendo julgado, (ver a falada ministra Rosa Weber, “não existem provas contra o réu, mas a literatura mepermite condenar”). O que esperar do “Golias” diante de uma sociedade dividida?De um lado, aqueles que se acovardam e se escondem com medo do justiceiro. Dooutro, os que o aplaudem! Estes, mais por sempre estarem juntos daqueles quecometem crimes. Sonegadores de impostos é um bom exemplo deste tipo de gente.São como aqueles que no dia do julgamento de Cristo, diante do juiz, preferiramo criminoso Barrabás, e condenaram a Jesus. Naqueles dias, como hoje, nãohouve, nem está havendo um julgamento justo. Vale a prisão espetaculosa, oescárnio público. Como se não bastasse o enclausuramento, o Moro açoita com oseu chicote midiático, humilha.
Antes do Moro a justiça jáera cobrada por seus atos distantes da realidade do povo brasileiro. Quem selembra do “no Brasil só é preso ladrão de galinha?”. Isto definia a formainjusta como eram trancafiados pobres enquanto os ricos viviam praticando seuscrimes e nada lhes acontecia. Com a aparição do “justo”, que veio como um DurangoKid, a colocar atrás das grandes os criminosos que antes zombava da sociedade.Mas ao parcializar suas sentenças, antes mesmo do julgamento final, o heróicomeça a ser desnudado. Aparecem informações de que ele teria sido advogado deum Tucano envolvido em práticas ilícitas, e que teria sido testemunha de defesada tal figura, que foi inocentado. Aparecem também a notícia de que no mesmocaso o, já conhecido, Alberto Youssef, era o delator e criminoso, e saíra livrede condenação. Velhos conhecidos, Youssef e Moro, passearam pelo PSDB. Falandonisso, sua esposa é advogada do atual vice-governador do Paraná, que também étucano. Enrolado neste carretel, o Moro, vai paralisando o país até que surjammais alguma informação de que o gigante caiu diante do Davi (a notícia quefalta do Moro e o tucanato).

Dimas Roque.
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