O cineasta gaúcho JorgeFurtado usou a sua conta no Facebook para escrever um texto em defesa doex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o que chamou de “perseguiçãopolítica” da “direita”.
Citando os ex-presidentesGetúlio Vargas e João Goulart, Furtado afirmou que “nunca houve uma perseguiçãopolítica contra um homem público como a que a direita e sua mídia estão fazendoagora contra Lula”. Segundo ele, um “golpe de estado” só não ocorre porque Lulaé “um sobrevivente do apartheid brasileiro, sem a vocação suicida de umfazendeiro rico e deprimido como Getúlio”.
O gaúcho também atacou o juizfederal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, a quemchamou de “juiz medíocre de primeira instância”. Para Furtado, o magistrado eos procuradores “tucanos” são “parte deste espetáculo grotesco, onde a imprensade direita é, mais uma vez, a protagonista”.
Por fim, o diretor de cinemadiz que, “aparentemente, a campanha” contra Lula “está funcionando”. Para ele,cresce o número de pessoas “que acreditam que Lula cometeu vários crimes, emboranão saibam citar nenhum”.
Investigações contra Lula
Formalmente, o ex-presidenteLula é investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e de São Paulo,mas não pela Operação Lava Jato, cujo juiz em primeira instância é Sérgio Moro.
Nos casos em que é investigadooficialmente, pesam sobre o petista as suspeitas de tráfico de influência,lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
No inquérito conduzido emCuritiba, um sítio frequentado pelo petista é investigado, mas não oex-presidente. O imóvel foi registrado em nome de dois sócios de Fábio LuisLula da Silva, filho de Lula, e teria sido reformado por empreiteirasenvolvidas no esquema de corrupção da Petrobras.