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Secretaria de Desenvolvimento Econômico discute gargalos do setor de energias renováveis.

Secretaria de Desenvolvimento Econômico discute gargalos do setor de energias renováveis.

10/05/2016 13h17 Atualizada há 10 anos atrás
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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico reuniu hoje(09.052016), em seu auditório, cerca de 30 representantes de empresas deenergias renováveis para discutir os principais gargalos do setor: o licenciamentoambiental e a demora, por parte do sistema bancário, na liberação dofinanciamento dos projetos. Participaram do debate, além dos empresários, ossecretários de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda; da Ciência eTecnologia, Manoel Mendonça; e de Meio Ambiente, Eugênio Spengler.
Spengler abordou as principais questões ambientais quecercam os investimentos em parques de energia eólica e solar, como a propostade alteração do decreto que trata da reserva legal e as alterações nasresoluções 001 e 237 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). “Temostido uma relação muito estreita com o empresariado que lida com as energiasrenováveis. Tudo que é possível fazer, quando há ausência de potencial esignificativo dano ambiental, nós fazemos. Só não dá pra dizer que uma estradaé uma picada”, brincou Spengler.
Já o superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, JoséGomes, explicou a reabertura da linha de crédito do banco para financiar,através de fundos constitucionais, grandes projetos de energia eólica, depoisde quatro anos ausente do mercado. “A participação dos recursos em projetosaprovados poderá ser de até 60% do investimento total, com prazo de até 20 anose carência de até oito anos. Serão oferecidas taxas de juros que variam de 12,95%a 9,5% ao ano”, explica Gomes.
Quem também participou do debate foi o estaleiro EnseadaIndústria Naval, que apresentou o projeto de transformar sua gigantescaestrutura, que ocupa uma área de 1,6 milhão de m2 em Maragogipe, no Recôncavoda Bahia, no Polo Industrial Enseada, abarcando novos negócios industriais e de logística. “Desenvolvemos umplano de negócios especialmente para a energia eólica. Temos capacidadeindustrial, grande área para estocagem e um terminal portuário pronto pararealizar as grandes operações de logística que o segmento requer”, disseGuilherme Guaragna, diretor do Polo Industrial Enseada

Representando o secretário Marcus Cavalcante, o diretor dasecretaria de Infraestrutura, Silvano Ragno, falou sobre o projeto dereestruturação da ponte sobre o rio Pratigi, em Ipirá, que é uma rotarodoviária fundamental para o transporte das gigantescas peças – pás,aerogeradores e torres – que compõem o sistema de geração de energia eólica.
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