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Na educação melhoramos o que há de pior.

Na educação melhoramos o que há de pior.

17/08/2016 20h12 Atualizada há 10 anos atrás
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Na educação melhoramos o que há de pior.
Posteriormente lembro-me dasnotícias que chagavam de Salvador e principalmente de Recife, que ao receberemos alunos de Paulo Afonso e Delmiro, Alagoas, que iam prestar o vestibular, nosmelhores cursos ou nas Escolas Técnicas, eram aprovados com êxito. A ida deles,quase sempre resultava em admissão. Eram dias onde o estudo que era praticadono Colepa – Colégio Paulo Afonso, ligado a CHESF – Companhia Hidrelétrica doSão Francisco, no Colégio Sete de Setembro, Centro Evangélico de RecuperaçãoSocial de Paulo Afonso e posteriormente o Polivalente, do governo do estado,era de glória para todos no estudo.
Naqueles anos, professoreseram exaltados por suas competências em ministrar aulas. Alguns deles eramreferências para os alunos. Bastava estar em uma série ou curso, onde osmestres davam aulas, para que todos soubessem que aqueles alunos eram especiaise teriam bom conteúdo. Isso também se aplicava até na educação física, onde ohandebol, o voleibol e o atletismo deram grandes atletas e times que disputaramcampeonatos pelo nordeste e saíram vitoriosos.
Chegamos aos dias atuais. Ecomo entender agora, que muitos dos alunos que terminam o segundo grau, nãoconseguem dizer cinco frases sem cometer erros nos português. Ou mesmo, que nãoaprenderam quase nada do que foi dado em sala de aula. Onde está o erro? Sehoje temos melhores escolas. Com alguns erros e falhas pontuais, mas que nogeral têm; salas bem conservadas, cadeiras confortáveis, algumas salas comar-condicionado, lanche, material didático de qualidade, recebem fardamentos, bibliotecasnas escolas, aumentos de salários anualmente e com piso salarial definido pelogoverno federal. Ora, com todo o respeito que se deve ter aos nossoseducadores, mas está na hora de se cobrar metas e resultados dos profissionaisda área. Para isto, deve ter em cada estado da federação uma escola para areciclagem dos mesmos anualmente e cobrança de resultado com prova a cada finalde semestre a serem aplicadas aos alunos. Assim, os municípios teriam comoavaliar o trabalha de cada professor individualmente. O que não pode écontinuar a educação sendo tocada como mercado persa, onde se vende de tudo,menos uma educação de qualidade para os nossos jovens. Se continuarmos a tocaro ensino público dessa forma, estaremos criando uma geração perdida, e teremosdificuldades, no futuro, de termos bons cientistas, intelectuais e pensadores.

Para terminar, relato umexemplo que é comum nas cidades do Brasil. Professores dão aula na rede públicae na particular. Na primeira, alguns vivem de contratar Substitutos. Pagam aestes muitas vezes um salário mínimo, ou menos que isso, e todos os dias estãodando aulas na segunda. Outros não faltam um só dia nas particulares. Sãofrequentadores assíduos. Mas, nas escolas onde o povo estuda, vivem de atestadomédico. Ou mudamos essa cultura, ou estamos deixando um legado onde melhoramoso que há de pior no ensino público, que é a falta de compromisso com nossosjovens.
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