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Temer arma um pacote de ameaças ao trabalhador.

Temer arma um pacote de ameaças ao trabalhador.

12/09/2016 18h17
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Temer arma um pacote de ameaças ao trabalhador.
Nesta semana, já deu a vozde comando a seus asseclas no Congresso para que disparem o tiro fatal contra aPetrobrás (já ferida pela entrega do campo de Carcará à norueguesa Statoil) eaprovem o projeto de José Serra, que retira da empresa a condição de operadoraúnica dos campos do pré-sal e, em seguida, a mudança do regime de partilha parao esquema de concessão. Aliás, concessões e privatizações em série integram oprograma entreguista dos golpistas.
Para quem tinha dúvida arespeito dos objetivos da súcia de investigados e denunciados que derrubaram apresidenta, está na pauta das próximas semanas um pacote de retirada dedireitos sociais e trabalhistas. Tudo voltado para aumentar os ganhos dos privilegiados,que já se fartam com os vergonhosos rendimentos da especulação financeira, comjuros a perder de vista.
Já não bastasse a PEC 241, aPEC do estado mínimo, que pretende congelar os gastos do orçamento (menos asdespesas financeiras), sacrificando saúde, educação, saneamento, programassociais, mobilidade urbana, moradia popular e investimentos para o Brasilcrescer, agora é a vez do assalto à Previdência Social e à CLT.
Primeiro são os balões deensaio, rapidamente esvaziados com a ajuda da mídia monopolizada. Depois, asmedidas reais, como a fixação da idade mínima de 65 anos para homens e mulheresse aposentarem e a unificação do regime de aposentadoria para servidores públicose das empresas privadas.
A mais recente investidacontra os direitos dos trabalhadores -– que terá uma resposta vigorosa nopróximo dia 22, com paralisações organizadas pelas centrais sindicais –- é  a proposta de estender em mais 4 horas a jornadade trabalho, além de permitir a fragmentação dos contratos, por horatrabalhada, e introduzir a figura do negociado a prevalecer sobre o legislado.Por fim, a aprovação da PEC 4330, que amplia as terceirizações para qualqueratividade laboral.

Diante desta escalada, ospartidos de esquerda, frentes, movimentos sociais, jovens, intelectuais,artistas precisam dar uma dupla resposta: nas ruas (com o Fora Temer e DiretasJá) e nas eleições. O voto contra os golpistas fragiliza o governo usurpador edificulta suas manobras. Em São Paulo, a maior cidade do País, só FernandoHaddad e Luiza Erundina combatem o golpe; os outros (e a outra) são da turma doTemer.

Rui Falcão - Presidente do Partido dos Trabalhadores.
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