Geral A

A garota frígida (Do Livro Quando o Amor Incomoda)

A garota frígida (Do Livro Quando o Amor Incomoda)

12/10/2016 12h48 Atualizada há 2 anos atrás
Por:
A garota frígida (Do Livro Quando o Amor Incomoda)

Euestava chegando em casa, e ao tentar abrir a porta do prédio, uma garota passouna minha frente. Foi o suficiente para ela esboçar um sorriso, e eu acordardaquela rotina, assim como um fosforo ao ser aceso. Ela parou mais a frente,sorriu novamente e eu dei uma piscadela com o olho esquerdo. Porque o esquerdo?Para registrar que sou militante de esquerda. Tu não é? E eu com isso? Seguindoa narração da história. Dois dias depois, novamente a garota apareceu nohorário da minha chegada em casa. Muito tempo depois, fiquei sabendo que ela meesperava para suscitar os encontros. Foi quando no novo encontro peguei nobraço dela com carinho. Ela sorriu. Uma semana depois estive em uma mercearia elá a vi trabalhando. Ela olhou e me pareceu nervosa por minha presença naquelelugar.

Umdia depois estávamos namorando. Dois dias depois a intimidade já tinha setornado mais apaixonante. E foi assim durante três anos e meio. Após estetempo, eu senti que o amor continuava vivo, mas a libido dela já não era mais omesmo. Eu percebi que quando uma noite eu estava esperando o meu amor em casa eela chegou quando o sol já se escondia por traz do prédio. O jantar já estavana mesa. Homem é romântico por natureza. Elas que sempre querem mais do quepodemos dar. E naquele dia a mesa estava farta. Tinha pão doce, pão aguado, emoutros locais conhecido como pão francês, café sem cafeína e manteiga. Queijo?Tinha! Mas só dava para uma pessoa. Adivinha para quem ficou? Se achou que foipara aquela linda garota, acertou. Nosso romantismo deve cativar essas mulheressempre.

Passávamosdias juntos na sala vendo televisão. Filmes, shows e programas com informaçõesculturais. Mas ela sempre teimava em ver novela mexicana. Eu sempre preparavaalgo para ela quando passarmos o tempo juntos: pipoca, picolé de saquinho, pãocom manteiga bem assado. Coisas que a agradavam todas as noites. Depois, nahora de dormir nos deitávamos em colchões na sala e nos tocávamos como doisadolescentes em início de namoro. Foram tempos lindos que não voltam mais.

Temposdepois, ela começou a sentir muita dor de cabeça. E muitas das vezes que eu aprocurava ela estava doente. Um dia, quando eu já não mais me aguentava detanto esperar, e fiel que eu fui, encostei o meu corpo junto ao dela. A abraceicom carinho, como sempre fazia, beijei-a com muito carinho e como ela nãodisse, naquela noite, que estava com algum problema, eu a toquei. Mas antes deixaeu contar uma coisa. Eu senti que algo estava errado. O meu amor não deu nenhumsinal. Estaria ela dormindo pouco provável! Eu a toquei, e nada. Continueifazendo carinho e nada. É verdade, eu não demorei para perceber que a pessoaque eu tanto amava já não me amava mais. E aquela frigidez dela, não era nadamais do que a falta de sentimento que comungasse com o meu. Ela estava errada?Não! Eu errei ao insistir com ela? Provavelmente sim? Hoje, depois de muitosanos do ocorrido, somos grandes amigos. Vez ou outra quando a encontro eubrinco com ela e a chamo de frígida. E ela sempre diz que eu não soubeconquista-la por mais tempo.


Dimas Roque.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários