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Show de abertura das comemorações pelos 50 anos do TCA reúne várias gerações de público e de artistas na Acústica.

Show de abertura das comemorações pelos 50 anos do TCA reúne várias gerações de público e de artistas na Acústica.

05/03/2017 09h02 Atualizada há 9 anos atrás
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Show de abertura das comemorações pelos 50 anos do TCA reúne várias gerações de público e de artistas na Acústica.
                                                                   Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Várias gerações de público ede artistas se encontraram na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), nanoite deste sábado(4), para a abertura do cinqüentenário da maior casa deespetáculos da Bahia. No palco, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), regidapelo maestro Carlos Prazeres, recebeu como convidados os cantores Gilberto Gil,Baby do Brasil e Saulo e o afoxé Filhos de Ghandy. As comemorações vãoprosseguir durante o ano, com espetáculos de música, dança e exposições emtodos os espaços do Complexo do TCA.

Para Gilberto Gil, o TeatroCastro Alves é um dos que mais recebe atenção do poder público no Brasil. “Atéporque é um lugar de acolhimento da vida cultural. Por isso, fica obrigatórioque haja essa atenção por parte do Governo. A instituição precisa, merece e asociedade cobra.  O TCA tem se destacadono suporte às artes cênicas, à dança, à música, com o teatro propriamente e a ConchaAcústica. Eu me lembro desde o incêndio, a reconstrução e os grandes momentosque vivemos aqui, eu e colegas”.

Saulo Fernandes, nascido nomunicípio de Barreiras, no oeste da Bahia, disse que, desde criança, nem emsonho se via cantando no Teatro Castro Alves. “Só que eu fiquei adulto, vim para Salvador e, agora, sobretudo, nessaexperiência de carreira solo, eu pude conviver com a orquestra. O maestroCarlos Prazeres faz uma ponte incrível entre as músicas popular e erudita, eisso é transformador”.

Segundo o artista, o maestrodisse que lhe mostraria muitas coisas de música clássica que mudariam seupanorama de composição. “E, de fato, as coisas que tive acesso sãotransformadoras. O TCA é um lugar mágico, onde artistas como Maria Bethâniapisam. Eu me sinto honrado em estar aqui hoje. O Teatro faz parte da nossavida, da nossa cultura, do nosso entendimento de que a arte genuína éfundamental”.

O maestro Carlos Prazeresafirmou que a Orquestra Sinfônica da Bahia está crescendo e entrando em umanova era. “A luta para conquistar um público para a música sinfônica aconteceno mundo todo. Ao contrário do mundo, onde o público de música clássica decaivertiginosamenete, a Osba descobriu uma maneira de fazer com que este públicocresça. Nós tivemos um acréscimo de 192%. E o papel do Governo é fomentar osanseios da sociedade. O Governo do Estado passa a abraçar a Osba da maneiracomo a orquestra merece ser abraçada, com todo este enlace com a sociedade.Parte para uma nova era a fim de viver momentos mágicos”.

O suiço Michael Dlouhy afirmouque o TCA é um banho de cultura. “O teatro é importante para eu entender ariqueza da cultura brasileira. Toda vez que venho no Teatro Castro Alves ou naConcha Acústica eu saio daqui mais rico culturalmente. Já assisti aqui Lenine,Margareth Menezes, Baiana System, Ney Matogrosso e vários outros’.

Baiana, a secretária ZenáliaSantos, 51 anos, lembrou de bons momentos vivenciados no TCA. “Eu já vivi muitacoisa boa neste teatro. Assisti Novos Baianos, Nando Reis. Venho sempre, com afamília e amigos. O teatro está ótimo, a reforma melhorou. Já era bom, ficoumelhor ainda’.

Novo TCA

De acordo com odiretor-geral do TCA, Moacyr Gramacho, mesmo com a crise, o teatro vemrecebendo grandes investimentos nos últimos anos. “Nós fechamos a primeiraetapa do redesenho do que a gente chama de Novo TCA. A obra da Concha Acústicaenvolveu a requalificação de 16 mil metros quadrados e marcou a primeira etapa.Agora, vamos lançar o edital de licitação das obras da Sala do Coro. O passoseguinte será atualizar o projeto e partir para a reforma da Sala Principal.Todo o complexo está recebendo equipamentos novos, no valor de R$ 9 milhões, apartir de um convênio com o Ministério da Cultura”.

Segundo Gramacho, o TCA temuma localização na cidade histórica, dentro da arquitetura da cidade. É umcomplexo que junta vários palcos com características diferentes. “Mas também éimportante para a formação, oferece apoio como assessoria, formação,qualificação, realização de cursos. Então, é um lugar de formação equalificação em cultura”.

Ano de comemorações

As comemorações vãocontinuar durante o ano, como explicou a diretora artística do TCA, Rose Lima.“A gente tem uma pauta vasta com vários espetáculos no complexo como um todo,na Sala Principal, na Concha Acústica. Temos projetos que vão envolver aesplanada, exposições no foyer. A gente vai ter Zeca Baleiro, Gal Costa, umaexposição chamada ‘Vozes do Brasil’, homenageando artistas baianos que passarampor este palco”.

Rose informou ainda que, nosúltimos dez anos, houve um incremento muito grande no número de pautas do TCA.“Em geral, o número de pautas em teatros desse porte no País é 12 a 16 por mês.Aqui, nós temos até 22 pautas por mês. Para conseguir, é preciso entrar no sitedo teatro e fazer uma conexão com a Diretoria Artística,onde tem um formulário específico. A partir daí, nós vamos traçar uma pauta queinclui o cuidado logístico e o cuidado artístico”.
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