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Deputado Bordalo está sendo ameaçado de morte.

Deputado Bordalo está sendo ameaçado de morte.

06/04/2017 08h38 Atualizada há 9 anos atrás
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Deputado Bordalo está sendo ameaçado de morte.

“Recebi ameaças de morte na época em que fui relator da CPIdas Milícias, mas depois de um tempo elas pararam de ser feitas. No entanto,mais recentemente, voltamos a receber esses recados, durante o período dojulgamento de comandantes de milícias da chacina ocorrida no Guamá (em novembrode 2014)e que foram apontados no relatório da CPI das Milícias. Recentemente,uma pessoa foi até o meu gabinete, dizendo que teve acesso a informações dereuniões desses grupos em Belém, que decretaram a minha morte, e que se não mematarem, vão matar filhos, namorada e quem estiver ao meu redor”, denunciou odeputado Carlos Bordalo, na tribuna do plenário Newton Miranda.

O parlamentar acredita que o Governo do Estado do Pará devetomar providências para conter a crescente violência no Estado. “As denúnciassão reveladoras do estado de descontrole que chegamos na segurança pública, dopoder desses grupos de extermínio e de milícias no Pará. Grupos que perderamcompletamente o respeito pela autoridade, porque quando lançam uma ameaçadestas a um parlamentar, no exercício do mandato, presidente da Comissão deDireitos Humanos do Poder Legislativo, é um recado claro de que não respeitammais ninguém: nem polícia, nem Justiça. O Estado precisa tomar uma providênciaimediata, não só para proteger a vida do deputado, mas é preciso um esforçopara proteger a vida da sociedade”, avaliou o parlamentar.

O cabo Antônio Figueiredo tinha 43 anos quando foi morto nobairro do Guamá, em Belém, no dia 4 de novembro de 2014. Na época do crime, eleestava afastado da corporação. Em decorrência da morte do policial, outras dezpessoas foram assassinadas em cinco bairros de Belém, durante a noite e amadrugada do dia 5. A décima vítima foi Allesson Carvalho, de 37 anos. Apolícia prendeu sete pessoas, quatro acusadas de participar da chacina e asdemais teriam envolvimento na morte do cabo da Polícia Militar. A Promotoria deJustiça Militar indiciou 14 PMs por participação na chacina. A corporação abriuinvestigação contra nove policiais. Os processos não foram concluídos.

O caso resultou na instalação da Comissão Parlamentar deInquérito (CPI) das Milícias, em 2014, a partir de requerimento do entãodeputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL), atualmente deputado federal, naqual o deputado Carlos Bordalo (PT) foi o relator. No dia 21 de março desteano, o Tribunal do Júri da 3ª Vara Criminal de Belém sentenciou o ex-policialmilitar Otacílio José Queiroz Gonçalves a 29 anos de reclusão por milíciaprivada e pelo assassinato o adolescente Eduardo Galúcio Chaves, de 16 anos,uma das vítimas da série de assassinatos ocorrida em vários bairros da capital,em novembro de 2014, após a morte do cabo Antônio Figueiredo. José Augusto daSilva Costa, o Zé da Moto, foi condenado a 15 anos de reclusão por homicídioqualificado e pelo assassinato de Nadson Roberto da Costa Araújo.


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