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Aprovado projeto de Lídice que prioriza recursos para Caatinga.

Aprovado projeto de Lídice que prioriza recursos para Caatinga.

26/04/2017 08h29 Atualizada há 9 anos atrás
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Aprovado projeto de Lídice que prioriza recursos para Caatinga.

Segundo a autora, a ideia é reduzir asdificuldades de financiamento de ações de conservação da Caatinga, que hoje temapenas 7,8% de sua área protegidos por unidades de conservação. Essaporcentagem, de acordo com a senadora, está abaixo da meta nacional de 10%assumida pelo Brasil na Convenção da Diversidade Biológica para todos os biomasdo País, com exceção da Amazônia, cuja meta é de 30% da área sob unidadesprotegidas.

A Caatinga é o único bioma totalmentebrasileiro e um dos mais ameaçados.  O projeto é aprovado em um momentoimportante, pois no final desta semana, em 28 de abril, se comemora o DiaNacional da Caatinga.  “Projetos que preservem e recuperem o bioma são fundamentaispara a manutenção das bacias hidrográficas situadas no bioma e para mitigar osefeitos das secas”, disse Lídice.

A parlamentar destaca, ainda, que aconservação da água é especialmente útil para evitar os efeitos mais insalubresda seca na vida dos cidadãos e na economia nordestina. “Na proteção daCaatinga, alguns governos têm investido na criação de novas Unidades deConservação (UCs) federais e estaduais, e também na promoção de alternativaspara o uso sustentável da sua biodiversidade. Os estados nordestinos têm feitoseus esforços em prol deste bioma, mediante a criação de Unidades deConservação. No meu Estado - a Bahia -, nada menos que 33 Unidades Estaduais jáforam criadas, em diversos biomas, para a proteção da natureza, inclusive a caatingabaiana, que se estende por 54% do território estadual, e ainda apresenta duasfaixas de vegetação: o agreste, com maior umidade, por conta de sua proximidadecom o mar; e o sertão, mais seco, e dotado de vegetação mais pobre, no interiorbaiano.

A Caatinga ocupa área de 844.453quilômetros quadrados no País, o equivalente a 11% do território nacional.Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maior parte carente edependente dos recursos deste bioma para sobreviver. A riqueza deste bioma ganhamais relevância a partir de recentes pesquisas que mostram a importância daflora da caatinga para a saúde e a tecnologia: das plantas nativas podem sairremédios que terão a capacidade de impedir novas epidemias de doenças causadaspelo mosquito Aedes aegypti como a dengue, a zika e a chicungunya. Emrecente pesquisa conduzida pelo Instituto Nacional do Semiárido, foramdesenvolvidos biopesticidas a partir de duas plantas nativas da caatinga -a umburana e a cutia - que exterminaram até 50% das larvas do mosquitotransmissor destas doenças.


Além destas doenças causadas pelo mosquito, em janeiro deste ano o mesmoInstituto Nacional do Semiárido, publicou uma pesquisa que comprova a ação desubstâncias encontradas no extrato da folha da maçaranduba, outra espécienativa da caatinga, contra os protozoários causadores da tricomoníase bovina ehumana. Esta doença infecta 276 milhões de pessoas por ano, diz a OrganizaçãoMundial de Saúde (OMS).
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