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Bahia irá sediar o Fórum Social Mundial em 2018.

Bahia irá sediar o Fórum Social Mundial em 2018.

01/06/2017 18h31 Atualizada há 9 anos atrás
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Bahia irá sediar o Fórum Social Mundial em 2018.
O lema da edição de 2018 do FSM será “Resistir e Criar, Resistir eTransformar”, conta Barreto. Na declaração de candidatura de Salvador, oColetivo Baiano fez a proposta de construção do evento mundial enquadrando-a naanálise da atual conjuntura internacional, regional e nacional, destacando acrise sistêmica e as ofensivas diversas, dentre as quais, o golpe de Estado noBrasil.
“Resistir é criar. É provocar o novo, em busca da retomada dopensamento e das práticas utópicas como também da mudança do curso da história.As organizações e movimentos baianos estão cientes da ousadia da sua proposta,”afirmou o Coletivo, na declaração.
O Comitê Nacional será composto por seis entidades do ColetivoBaiano, oito entidades nacionais e seis entidades do Comitê Internacional. OCebrapaz deverá fazer parte do Comitê Nacional, a ser formalizado nos próximosdias. O Seminário também decidiu pela criação de coletivos de organização doFSM em todos os estados.
“O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João CarlosSalles, participou do Seminário e reafirmou a disponibilidade da Universidadepara o FSM, assim como o Governo do estado, que se comprometeu a ajudar narealização do evento,” diz Barreto.
De acordo com Liége Rocha, que integra o Comitê Internacional e aDireção da União Brasileira de Mulheres (UBM) e também participou do seminário,um dos temas de destaque tem sido a busca por renovação do Fórum, “num momentode efervescência no movimento social, um momento importante para isso.”
Em entrevista ao portal do PCdoB na Bahia, Liége falou danecessidade de incorporar mais movimentos ao FSM. “No início, por exemplo, elenão permitia a participação dos partidos políticos. No fórum de Belém, nóstivemos os presidentes dos países da América Latina, [Hugo] Cháves, EvoMorales, Rafael Correa. Esse é o momento de romper resistências e de unirforças para resistir.”
Outros convidados para gerir o Seminário foram Rita Freire,ex-presidenta do Conselho da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e FórumMundial de Mídia Livre; Mauri Cruz, diretor executivo da Associação Brasileirade ONGs (Abong); Rogério Pantoja, diretor nacional da CUT-Brasil; GilbertoLeal, diretor nacional da Coordenação de Entidades Negras / Brasil (CONEN).
A possibilidade de a Bahia sediar o próximo FSM foi validada peloComitê Internacional em janeiro deste ano, no Fórum Social das Resistências, emPorto Alegre, em que o Cebrapaz foi representado pela vice-presidenta JussaraCony e outros membros.

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