Por outro lado, os golpistas dos mais variados matizes, sejam eles empresários, classe média, políticos neoliberais e poder econômico foram se dando conta de que aquele monstro que tentou devorar o legado e a capacidade petista acabou por romper as correntes que o mantinha sob um certo controle. Agora, esse monstro usa suas garras para atacar a todos, sem distinção.
Mas que monstro é esse?
É o monstro do Estado Policial, o monstro do autoritarismo, o monstro Judiciário que não obedece as próprias leis que estaria obrigado a seguir.
A operação Lava-Jato, a Polícia Política Federal e o Ministério Público Federal tomaram gosto pelo Poder absoluto e, hoje, se julgam no direito divino e ditar os rumos do país.
Nesse momento, a água bateu nas bundas daqueles que se achavam blindados e vacinados contra este monstro ditatorial.
Aqueles que antes defendiam as práticas dos agentes políticos federais, agora desejam toneladas de críticas e repúdios contra os justiceiros. Tais críticas estão, na maioria das vezes, corretíssimas, pena que vieram tarde demais. Nesse período de cegueira golpista, perdemos praticamente duas décadas de desenvolvimento econômico, social e cultural. Os golpistas e suas fobias contra o PT conseguiram destruir tudo aquilo que nossa sociedade conseguiu, às duras penas, conquistar durante a redemocratização do país.
Este fenômeno do emburrecimento coletivo não é novo. Ele realmente ocorre, não só aqui no Brasil, mas em outras partes do mundo. É uma espécie de refluxo de inteligência que, de alguma maneira, impede o ser humano de alcançar o patamar superior de raciocínio.
Hoje, as manchetes dos grandes jornais parecem ser um replay do final dos anos 70 e início dos anos 80, quando o Brasil sonhava com liberdade e direitos.
Nunca foi tão atual dizer...
... A luta continua!