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Universitários criam softwares para fortalecer rede de combate à violência contra a mulher.

Universitários criam softwares para fortalecer rede de combate à violência contra a mulher.

05/06/2017 09h20 Atualizada há 9 anos atrás
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“Este é um evento que está nasua primeira edição. A temática é dedicada à segurança das mulheres, que são oujá foram vítimas de violência. É um tema importante e que sempre precisa serabordado. A tecnologia pode ser um caminho para a gente reduzir os números deviolência de gênero”, afirmou o chefe de gabinete da Secretaria da Ciência,Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), Rodrigo Hita.
O evento foi promovido pelaSecti, em parceria a Secretaria de Política Para Mulheres do Estado (SPM),Ufba, Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodeb) e a PolíciaMilitar da Bahia. Na competição, o grupo vencedor ganhou ingressos para oCampus Party - um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, que será realizadona Bahia, em agosto deste ano -, enquanto segundo e terceiro colocados vãoganhar consultoria para desenvolver os respectivos projetos.
Desde o  início do desafio, no sábado (3), até a apresentação,foram 33 horas de produção e ansiedade. A universitária Ana Caroline Cerqueirafoi integrante da equipe vencedora, que criou um sistema que aproxima a OperaçãoRonda Maria da Penha das vítimas de violência de gênero assistidas. “Criamos umtipo de diário digital para a que a Polícia Militar possa acompanhar o dia adia das vítimas e, mesmo sem estar presencialmente, em determinados momentos,vai poder se comunicar com ela. Além disso, o sistema também contabilizaocorrências e gera relatórios que vão poder ser avaliados”.
De acordo com a subcomandanteda Ronda Maria da Penha, capitã Ana Paula
Costa, os dados organizados nosistema podem suprir uma carência tecnológica da atividade policial. “Nossosregistros são manuais, e precisamos evoluir neste sentido. Perdemos muitotempo, por exemplo, para registrar as ocorrências e para unir as informações. Aorganização das informações é uma iniciativa estratégica, que vai nos ajudar amelhorar nossos serviços e ampliar a proteção das vítimas”.
Segundo a titular da SPM,Julieta Palmeira, o apoio à inovação pode ser útil para a ampliação dacobertura da rede de atenção à mulher. “Estamos ampliando a Ronda Maria daPenha para outros municípios baianos. Com aplicativos, podemos cruzar dados eorientar o trabalho da Ronda para ações de preventivas e combate à violênciacontra as mulheres”. 
As equipes que participaram dodesafio foram formadas em sua maioria por mulheres.
E não foi por acaso. O eventomostrou que uma área dominada por homens, como a de tecnologia, também é umespaço que pode ser ocupado pelo público feminino.
De acordo com a coordenadora doDesafio Bahia Hackathon,  a universitáriaTaiana Rodrigues,  isso foi pensado paraconstruir tecnologia voltada  acontribuir para a segurança das Mulheres “Nós, mulheres, somos as maisindicadas para desenvolver. Nós sabemos do que precisamos. Além disso,mostramos, aqui, que também somos capazes de fazer um excelente trabalho comtecnologia”.

Foto: Carol Garcia/GOVBA.
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