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Marília Arraes: "Pernambuco não tem Governo! Pernambuco tem uma pessoa que está no cargo, mas que não se comporta como Governador".

Marília Arraes: "Pernambuco não tem Governo! Pernambuco tem uma pessoa que está no cargo, mas que não se comporta como Governador".

06/07/2017 19h24 Atualizada há 9 anos atrás
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Marília Arraes:
Marília Arraes

É hoje umadas mais fortes vozes da oposição no Estado ao governo Paulo Câmara, PSB.Fazendo denúncias contundentes e críticas à “falta de governo e abandono das políticaspúblicas propostas”.

Blog: Vereadora, essa suamilitância política está no sangue, é de família?

Marília Arraes: Não acho queesteja no sangue. São escolhas que nós fazemos na vida. Inclusive sou contraesse tipo de visão da política, apesar de ter tido o meu avô com a vidadedicada a política. Veja, ele nunca investiu nisso como um negócio de família.Muito pelo contrário. Ele nunca incentivou, nem procurou nos colocar nestemeio. Quem se engajou, quem participou, foi porque quis. Inclusive enfrentandomuitas dificuldades.

Blog: Qual a sua participaçãono movimento estudantil em Recife?

Marília Arraes: Quando eucheguei a faculdade, eu já tinha uma militância macro. Não foi como algumaspessoas que iniciaram os contatos políticos no movimento estudantil. Euparticipava do Movimento Faculdade Interativa naUFPE – Universidade Federal de Pernambuco, no curso de Direito. Lá sempre houveuma movimentação política muito grande entorno do DA – Diretório Acadêmico.

Blog: Seuprimeiro Partido Político foi o PSB, mas hoje é a líder da oposição ao governodesta agremiação. Porque?

Marília Arraes:Pernambuco não tem Governo! Pernambuco tem uma pessoa que está no cargo, masque não se comporta como Governador. Não se coloca a frente dos momentos dedificuldades do estado e nem se porta como uma liderança. Grande parte da situaçãodifícil que Pernambuco tem vivido é por conta da crise política que foi instaladapelo grupo que comanda o estado. Por ser acéfalo, não ter nenhuma liderançalegitimada entre eles para dar um rumo político e de gestão ao estado.

Blog: O que alevou sair do PSB e ingressar no Partido dos Trabalhadores?

MaríliaArraes: O meu rompimento com o partido ocorreu em 2014 quando PSB começou atrair a sua história, toda a sua militância no campo político. Aquele queMiguel Arraes ajudou a construir dentro Brasil, com a defesa da democracia e deestar alinhado ao campo das esquerdas. E que tem como liderança o ex-presidenteLula. Por não aceitar o novo direcionamento, eu rompi. Não aceite as novasalianças que estavam se formando.

Blog: Na segunda-feira,03, a Senhora esteve com o Presidente Lula. Ele abençoou a sua candidatura aoGoverno de Pernambuco em 2018?

MaríliaArraes: Não (rindo). Nós não temos falado de nomes atualmente. O debate dentrodo PT se dá de outra forma. E mesmo que o presidente Lula estivesse simpático,no Partido não acontece assim. Primeiro se discute o projeto, discute-se odirecionamento que o Partido vai tomar nas próximas eleições, para só depois sediscutir qual o melhor nome a ser apresentado. Na reunião, eu e o Senador HumbertoCosta, passamos para ele a nossa impressão da conjuntura política no estado. Eudisse a ele que seria muito difícil, muito complicado ter uma política dealianças com os candidatos e os partidos que estão postos lá neste momento paraa disputa do governo do estado. Seria incoerente e não teria como convencer amilitância a isto.

Blog: Comoestá o Presidente Lula?

MaríliaArraeas: Nós o encontramos muito empolgado, muito animado para participar daspróximas eleições. Ele está muito confiante. Ele é sabedor da receptividade queo povo tem pela candidatura dele.

Blog: No PTde Pernambuco há alguma resistência ao seu nome?

MaríliaArraeas: O nome não foi colocado ainda. Nem o meu, nem de mais ninguém. O quetemos criado dentro do Partido é a busca de um consenso de que deve haver umacandidatura própria. Inclusive foi aprovada uma resolução neste sentido nocongresso estadual do PT. Vão haver reuniões nas próximas semanas e essadiscussão vai haver. A partir do momento que for ratificava a tese dacandidatura própria os nomes vão ser colocados e discutidos. Até porque, nósprecisamos dialogar para dentro, mas também para fora do partido. E eu vouestar disposta a construir este projeto, independente do que aconteça.

Blog: O quelhe diferencia dos outros candidatos?

MaríliaArraeas: O que vai fazer a diferença não é uma eventual candidatura de MaríliaArraes. O que vai fazer a diferença para os outros candidatos será o projeto políticoque o PT defende. Que é o projeto que colocou o povo mais carente como prioridade,mudando a vida dessas pessoas, fez com que a classe trabalhadora pudesseascender socialmente, poder ter acesso a universidade, ao consumo, a uma vida dignaque antes não tinham. Veja, a política que predominava no Brasil era outra.Então, nós vamos ter uma candidatura no Partido que vai representar tudo que opartido proporcionou e que o povo terá como comparar, como era a vida de antese na época que o PT governou o Brasil. E os outros projetos são contrários atudo isto que nós defendemos. Essa é a diferença!

Blog: Sendo asenhora candidata, o que o Sertão Pernambucano pode esperar do seu governo?


MaríliaArraes: Nós ainda não estamos em campanha. Mas o que defendemos dentro do PT epara onde mais eu tenho ido, é ao interior, para dialogar com os diretórios doPartido, onde temos nomes fortes internamente como o prefeito Luciano Duque, dacidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. Assim como em Petrolina com osvereadores, Professor Gilmar Santos e a Cristina Costa. Assim como o vereador AndréCacau em Salgueiro. Temos dialogo muito com essas pessoas. Nós sabemos queexiste essa dificuldade, mas pela minha formação, pelo início da minhamilitância que se deu com o meu avô, não tem como ficar distante deste diálogocom o Sertão.
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