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Estamos criando um mundo de analfabetos funcionais.

Estamos criando um mundo de analfabetos funcionais.

25/07/2017 16h12 Atualizada há 9 anos atrás
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Estamos criando um mundo de analfabetos funcionais.
Tabuada, palmatória, joelhosno chão de castigo por não saber “a lição”, kichute, conga, calça azul marinho.Tudo isso faz parte da infância de muitos de nós e não tenho notícias de que alguémtenha ficado traumatizado, buscado um psicanalista ou algo do gênero paratratamento por depressão. Conheço muitos e muitos formados e trabalhando que constituíramsuas famílias e agora correm contra o tempo para que seus filhos e netosconsigam aprender algo nas escolas públicas atuais.

Há notícias de que em algumaslocalidades um professor, um diretor, alguém teve uma ideia e colocou em praticadando bons resultados aqueles que estão estudando. Este é o caso do professorde matemática Luiz Felipe Lins na Escola pública Francis Hime, localizada naEstrada do Pau da Fome, em Taquara, um bairro de classe média baixa da ZonaOeste do Rio de Janeiro. Ele ensina ensinar cada criança da forma como ela écapaz de aprender. E isto vem dando grandes resultados. Alguns já ganharammedalhas em Olimpíadas de Matemática.

No Ceará através deaprendizagem cooperativa. O professor Manoel Andrade Neto, depois de formado,retornou a sua cidade Pentecoste e lá aplicou o método que aprenderá com amigos.Ele montou um grupo de estudos onde cada aluno ensino ao outro a matéria quemelhor se destaca e isto deu resultado, para ele e para os que hoje dá aula.

Na internet tem a turma do “SemTreta”. Uma bela ideia que ajuda os alunos que vão fazer o ENEN e temdificuldades em redação. Os idealizadores são; Vinicius Werneck, professor epesquisador da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Waldyr Imbroisie João Carlos Guedes, também, professores. Eles postam vídeo com informações que estão ajudando muitos.

Mas infelizmente estashistórias de bons resultados são exceções em meio a milhões de crianças queestão nas escolas não sendo aproveitadas. E por mais que se diga que falta estruturapara um melhor ensino, os exemplos acima não são de escolas de primeiro mundo.Os professores quiseram mudar a vidas dos seus alunos e conseguiram.

O que mais me irritaatualmente é a frase “os professores precisam ser valorizados”. Leia-se: melhorsalario! E por mais que entendamos que é verdade, que os profissionais daeducação merecem, assim como todas as outras categorias, segundo o DIAP –Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, melhores salários, não é admissívelo que encontramos em boa parte das escolas públicas, municipais e estaduais. Bastauma visita e uma conversa informal com alunos para se perceber que a maiorianão consegue falar uma frase sem cometer qualquer erro no idioma pátrio. E se aconversa se estender a história brasileira, é como conversar com pessoasdistantes do que aconteceu por aqui. Matemática, o melhor é ter paciência paraouvir respostas como, “essa matéria não vai ser de nada na minha vida”.


Então, onde erramos com nossosalunos e como o nosso atual ensino público? Como diriam os mais jovens, “o erroestá entre o quadro e os alunos”.
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