Geral Nós

Nós perdemos. E agora?

Nós perdemos. E agora?

03/08/2017 13h57 Atualizada há 9 anos atrás
Por:
Nós perdemos. E agora?
A minha infância e as liçõespra vida. Dos ditos populares que a minha mãe adorava esfregar nas nossas caras,minha e de meus irmãos, uma delas está gravada na memória. Eis ela, “as quedasdo dia-a-dia, nos ensina a levantar e vencer”. Quase sempre isso ocorria quandoela via algum de nós chorando por perder eleições. Hoje já acostumado comderrotas, é da democracia, não derramo mais lagrimas. É da vida!

Vejam que ontem, já no meio datarde, eu lia algumas postagens em redes sociais de jovens ainda acreditandoque o povo iria vencer. Preocupado, resolvi logo exorcizar de dentro de mim,qualquer pensamento que levasse a imaginar, por um único momento, queaconteceria. Fui ao Twitter, na minha conta, e avisei que a derrota viria e nãodevíamos nos enganar.

Eu aprendi que é sempre melhorassumir a dor que ficar sofrendo com ela!

Pois é, nós perdemos, e agora?

Em conversa com o Deputadoestadual Durval Ângelo do PT de Minas Gerais, ouvi dele a seguinte opiniãoquanto a esse momento que vive o Brasileiro, “esse resultado era esperado. Sealguém tinha dúvida a respeito dos votos do Temer para assumir a presidência darepública, ontem com um parecer do Aécio, do PSDB, com a articulação do Aécio,o Temer ganhou de alguma forma a aparência de legalidade para ser presidente”.Com a aprovação no plenário da Câmara de “uma corja, de uma quadrilha”.

A tal legalidade, ao custo demuito dinheiro negociado nos dias que antecederam a votação e no próprioplenário, ontem, disse Durval, “hoje ele está eleito, eleito pelo Aécio, eleitopelo PSDB, por aqueles todos que estão envolvidos com a corrupção no Brasil.Hoje ele é legitimamente o presidente da corrupção e dos corruptos no Brasil”.

Mas nada está perdido para osque acreditam que a democracia retornará ao Brasil. Em breve toda a bandidageminstalada no Congresso Nacional será testada nas urnas e será a hora do povodizer o que quer mesmo para o pais. A atriz Tássia Camargo, acredita que houveuma derrota momentânea, “perdemos ontem. Mas isso não significa que a gente váperder a guerra”. Ela ainda disse que por ser muito otimista, acredita que logoas forças populares irão retornar ao poder com uma nova configuração de forças,onde a esquerda não precise ter que fazer acordos com aqueles partidos queestão participando hoje do Golpe. Mas para que isto não aconteça, em 2018 apopulação tem que eleger, não empresários, mas sim candidatos ligados aosmovimentos populares e partidos de esquerda.

Durval ainda destacou o que achaque deve ser feito agora, “nós temos que fazer o que somos bons. Ir para abase, organizar o povo e preparar uma resposta nas eleições do ano que vem.Elegermos um número grande de deputados federais. Fazermos aliança e parceriacomo o movimento popular organizado e reelegermos Lula para Presidente doBrasil e trabalharmos as nossas candidaturas aos governos dos estados. Agora é,pela base, construindo um caminho novo, investindo na organização e na luta. E principalmente,tentar barrar a continuidade da quebra dos direitos no congresso nacional. Aluta hoje tem que ser com Lula em 2018 para que a gente volte a ter direitos epara evitar que continue essa ação devastadora desse presidente de quadrilha”.

O momento não é de abaixar acabeça. A hora é de enfrentamento direto para denunciar os crimes que estãosendo cometidos contra os direitos do povo Brasileiro. A luta é eterna paraquem quer vencer dignamente na vida!


* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários