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Valmir exalta MST e diz que é preciso disciplina para continuar a luta pela terra no Brasil.

Valmir exalta MST e diz que é preciso disciplina para continuar a luta pela terra no Brasil.

09/09/2017 10h55 Atualizada há 9 anos atrás
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Valmir exalta MST e diz que é preciso disciplina para continuar a luta pela terra no Brasil.
As comemorações dos 30 anos do Movimento dos TrabalhadoresRurais Sem Terra (MST) seguem, até o domingo (10), com diferentes atividadesculturais, feira de agropecuária e mesas de debates com dirigentes do movimentoe políticos. Nesta sexta-feira (8), depois de participarem da abertura oficialna última quinta (7), os representantes do MST Jaime Amorim, Vera Lúcia Barbosae o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) fizeram um breve relato sobre aluta por terra na região extremo sul da Bahia, principalmente a respeito deItamaraju, local onde acontece o festejo, e Alcobaça – que foi palco daprimeira ocupação do MST. Trata-se do Assentamento 40/45, que recebeu um showdo forrozeiro Targino Gondim e bandas locais. Em sua fala, Assunção definiu aBahia como um laboratório de diversas experiências de resistência, mobilizaçãoem massa, trabalho coletivo e de elaboração políticas na teoria e prática, parao nordeste e para o país.

“O MST no Sul do país tinha uma experiência coletiva, nósaqui no Nordeste não, nós fomos a porta de entrada no Nordeste. O nosso métodode organização estava dividido por território para acompanhar as regiões, fazero trabalho de base, o grupo motor, tudo isso ajudava os dirigentes a secapacitar. O movimento surge com um aspecto também que é fundamental, adisciplina, para seguir os métodos de organização, os princípios, para sersolidário com os companheiros, para o estudo”, salienta o petista representantedo movimento no Congresso Nacional. Valmir completa a explanação com umaanálise do movimento e destaca o que será feito para o próximo período. “Nós domovimento somos o que somos primeiro pela decisão e determinação da direção e militânciado MST. Mas somos o que somos também, porque nós tivemos capacidade ao longo dahistória de nos relacionar com diversos segmentos da sociedade, sindicatos,igreja, intelectuais, dentro outros, que nos ajudaram a construir o MST”.

A Bahia é o Estado com maior número de famílias acampadas,que lutam para que a reforma agrária chegue até elas. “São mais de 20 milfamílias acampadas, 218 acampamentos e 145 assentamentos. A direita só respeitaou tem medo de nós por conta do número de famílias acampadas, porque eles tememque a gente ocupe as fazendas deles. Temos que olhar para os próximos 30 anos eaumentar esse número de famílias acampadas”, completa. Em entrevista, aex-secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Vera Lúcia Barbosa, aLucinha do MST, falou que o evento “é uma comemoração dos 30 anos de luta e doresultado do acúmulo com todos os parceiros, a resistência, preservação devalores, produção, mulheres, juventude, um encontro também para projetar o queserá nossos próximos 30 anos, que será de muita luta e conquistas”.


Para o dirigente do movimento Jaime Amorim, o evento é umaoportunidade de rever o passado, a partir da primeira experiência na Bahia quedeu início ao movimento no Nordeste. “Somos uma referência nacional no campo daformação, da produção agroecológica, organização da juventude, em diversosaspectos, mas isso só foi possível porque pudemos aproveitar um momentohistórico determinado, com militantes que entenderam a importância destemomento e principalmente, demos o primeiro passo, a primeira ocupação na Bahia,que eclodiu a possibilidade de ocuparmos todo o estado”.
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