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Presidente moribundo na ONU e defesa de Golpe.

Presidente moribundo na ONU e defesa de Golpe.

20/09/2017 10h37 Atualizada há 9 anos atrás
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Presidente moribundo na ONU e defesa de Golpe.
Começamos a semana agitada na política.O presidente Michel Temer, que gostemos ou não, está de posse da cadeira demandatário do país, esteve ontem nas Nações Unidas para a abertura anual dostrabalhos. É que desde que foi criada, o representante Brasileiro de Plantão éque faz a abertura da primeira seção. Essa tradição começou na segundaAssembleia-Geral da história. Quem discursou foi o então ministro das RelaçõesExteriores Oswaldo Aranha. E de lá para cá, somos nós quem fazemos a abertura.
Pois é, o temer esteve lá, comseu estilo pasteurizado, com mãos que se movem como se programadas, em gestosmarcados para dar ênfase ao que diz. E ele disse algo, no mínimo interessante, “queas reformas tornarão o Brasil mais aberto”. Mas isto ele nem precisa anunciar,pois nós já estamos vendo a tal abertura ao capital estrangeiro com a venda denossas empresas públicas a preços abaixo do mercado.
Nunca na história do Brasiltivemos um presidente com tão pouca aprovação da população. Na pesquisa quesaiu ontem CNT/MDA, segundo os dados do levantamento, a avaliação negativa dopeemedebista alcançou 75,6% neste mês de setembro. Até então, o pior desempenhoera da ex-presidente Dilma Rousseff, que teve índice de 70,9% em julho de 2015.Hoje favorita ao senado em Minas Gerais, segundo pesquisa estadual.
Temer também é dono do piordesempenho pessoal da história, avaliação que começou a ser medida em 2001. Isso porque 84,5% desaprovam o desempenho do presidente, segundo dados desetembro.
Ou seja, nós ontem tivemos naOnu – Organização das Nações Unidas, um moribundo falando em nome da naçãobrasileira.
Você, caro ouvinte, deve seperguntar: e como Temer ainda se sustenta na presidência da república? Nestecaso vale lembrar o que Romero Jucá disse e está gravado em áudio: com supremo,com tudo.
E para colocar mais lenhanessa fogueira política, o general secretário de economia e finanças doExército, general Antônio Hamilton Martins Mourão, esteve em um evento damaçonaria em Brasília e defendeu publicamente uma intervenção militar. Ele foiperguntado da possibilidade e não se furtou a fazer a defesa, disse ele que osmilitares poderão ter de "impor isso" e que essa "imposição nãoserá fácil".
Para quem viveu os anos debarra pesada da ditadura militar que surgiu em 31 de abril de 1964, falarnovamente em intervenção militar, soa como uma excrecência. O general perdeuuma bela oportunidade de ficar calado.
Até do ponto de visto do códigode ética do exército, o general errou.
Ele é subordinado ao Comandantedo Exército, general Eduardo Villas Bôas, que disse que não punirá o generalque defendeu a intervenção militar.
"Esta questão estáresolvida internamente. Punição não vai haver. A maneira como Mourão seexpressou deu margem a interpretações amplas, mas ele inicia a fala dizendo quesegue as diretrizes do comandante. Disse Vilas Boas.

Pois é, a semana esquentoubastante na política, mas o melhor é arrefecermos os ânimos de todos, porquebrincar de pau-de-arara ninguém quer.
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