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Se já não bastassem os políticos, agora a justiça também entrou no jogo.

Se já não bastassem os políticos, agora a justiça também entrou no jogo.

27/09/2017 16h13 Atualizada há 9 anos atrás
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Se já não bastassem os políticos, agora a justiça também entrou no jogo.
A terça-feira foi muitomovimentada na política. Em Brasília dois fatos chamaram a atenção. O primeirofoi a leitura, na câmara dos deputados, da nova denúncia contra o presidenteMichel Temer. A denúncia foi entregue pelo STF - Supremo Tribunal Federal, naquinta, 25. Lida a peça apresentada pela PGR - Procuradoria-Geral da República,no plenário, pois é uma das exigências para que se dê continuidade à suatramitação.
Agora, Temer será notificado eo processo segue para a CCJ - Comissão de Constituição e Justiça. No colegiadoserá elaborado um relatório sobre a peça, que pode aceitar ou não. Se aceito, orelatório será alvo de análise posterior no plenário da Câmara dos Deputados.Se os deputados rejeitarem a abertura do processo, o caso é arquivado até o fimdo mandato de Temer. Esta é a segunda batalha a ser travada entre a oposição eos apoiadores de Temer.
Mal começou a disputa e asdenúncias de compras de votos através de emendas parlamentares já pipocam naimprensa. Na primeira denúncia contra o presidente, muitos foram os deputadosbaianos que deram seu voto para salvar Temer. Estes agora não estão sendo bemavaliados juntos aos eleitores que prometem dar o troco na eleição do ano quevem. Será que eles vão ter novamente a coragem de salvar o atual presidente ecomprometerem suas carreiras políticas?
O outro fato foi a julgamentodo pedido de prisão do senador do PSDB, Aécio Neves. Os ministros da PrimeiraTurma do STF - Supremo Tribunal Federal negaram nesta ontem por 5 votos a 0 o pedidoda Procuradoria Geral da República para prender o senador Aécio Neves. Osmesmos também determinaram por 3 votos a 2, que o senador deve ser afastado domandato e se recolher no período noturno em sua casa, em Brasília. Eles também determinaramainda que o senador do PSDB entregue o seu passaporte. O parlamentar é acusadode receber dinheiro ilegalmente. O que ele nega.
Foi por unanimidade que foirejeitada a prisão de Aécio. Os ministros não consideraram ter ocorridoflagrante de crime inafiançável, essa é a única hipótese prevista naConstituição para prender um parlamentar antes de eventual condenação. Ou seja,o playboy “Carioca” agora está proibido de baladas noturnas fora de casa.
Já em Porto Alegre, o TribunalRegional Federal da 4ª Região que é a segunda instância da justiça federal,manteve a condenação do ex-ministro Zé Dirceu e ampliou de 20 para 30 anos e 9meses. A acusação é pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro eorganização criminosa. Este fato chamou a atenção no meio jurídico, pois éincomum acontecer o apenado recursar e ter sua pena alargada.
Neste mesmo processo, foiinocentado o ex-tesoureiro do PT, João Vacari, por falta de provas. E também ébom relembrar aqui que todos aqueles que fizeram as delações premiadas contra oex-ministro foram inocentados pela justiça por falta de provas. Aí eu mepergunto: se incriminaram várias pessoas de terem praticado, juntas, um crime, ealgumas dessas fizeram a delação contra outras, que neste caso, os acusadosforam Dirceu e o Vacari, e este mesmo tribunal inocentou os acusadores, quesupostamente participaram do mesmo crime, como é que este tribunal livra todos osoutros por falta de provas, mas condena, e o que chama a atenção, aumenta apena de uma única pessoa, o Zé Dirceu?
Só para relembrar a declaraçãode voto da Ministra do STF, Rosa Weber, no caso de mensalão contra o mesmo ZéDirceu, disse ela naquela oportunidade, “Não tenho prova cabal contra Dirceu –mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite” e no mesmojulgamento disse o Ministro Gilmar mendes, “Não se torna necessário que existamcrimes concretos cometidos”, ao justificar o seu voto, também para condenarpessoas no mesmo processo.

Na política brasileira o quenão está faltando mesmo são fatos diários para que possamos noticiar. É umfestival nas redações de imprensa para saber quem noticia o próximo escândaloprimeiro.
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