Após um ano e dois meses do impeachmentda Presidenta da República, eleita com 54.501.118 votos, o que equivaleu a 51,64%dos votantes, poucas são as manifestações de arrependimentos daqueles queparticiparam da mobilização para o Golpe no Brasil.
Alguns artistas de televisão ealguns cantores já colocaram a cara no sol e reclamaram da atual situação políticano país, mas não se ouviu ou viu qualquer um deles pedir desculpas por teremajudado a retirar da presidência da república, uma pessoa comprovadamentehonesta. E quem diz isto não sou eu, são as várias manifestações da justiçabrasileira que a vem inocentando de todas as acusações que lhe foram feitas.
Então, como entender que umaparte da juventude tenha se encantado com as mobilizações de ruas que precederama derrubada do governo e posso da atual quadrilha instalada no palácio doplanalto?
Especialistas de todos osseguimentos políticos não têm dúvidas, e apontam as grandes redes de televisãocomo as principais mobilizadoras para os atos nas grandes cidades. Era comumver as programações serem suspensas e transmissões ao vivo, em rádios e televisõesacontecerem por horas. Incitando a participação.
Mas que juventude é essa quenão parou para questionar que estava sendo manipulada e que estava ajudando acolocar uma quadrilha para administrar o seu país? E que agora, calada, estáescondida embaixo de seus lençóis. E não se sabe ainda, se envergonhada ouapoiando com o seu silêncio a venda do patrimônio público, as prisões semprovas na Guantánamo de Curitiba, as condenações por convicções, a tentativadiária de destruição da imagem do maior líder político mundial na atualidade.
Diferente da juventude que foias ruas para derrubar o golpe militar de 64, a atual juventude brasileira queapoia os crimes cometidos pelo governo golpista, envergonhará a toda umageração.